quinta-feira, 14 de abril de 2016

Descobriu para que nasceu no planeta Terra?

14.04.2016.
Pensamento do Dia
Sim, já descobri para que nasci no planeta Terra. 
Na verdade, reencarnei.
A maioria das pessoas que conheço, como reencarnacionistas, tiveram em suas vidas pregressas posições sociais proeminentes, tais como: reis, príncipes, grandes sábios, grandes cientistas, grandes guerreiros, grandes artistas, e etc. Entretanto, para comigo a coisa foi bem diversa.
Em minhas existências passadas fui assaltante, pirata, escravo, soldado de infantaria, camponês, padre analfabeto, e, em uma melhor vida, fui saltimbanco, e um bruxo, executado na fogueira. Esta minha presente reencarnação é a melhor, porém, com muitas limitações.
Nasci em um país, para vivenciar um dos mais desgraçados momentos de sua inusitada história, a partir de 01.01.2003 até a data deste escrito.
Formei-me bacharel em filosofia, e mais uma vez me tornei um bruxo solitário, na condição de um xamã citadino.
Só que agora estou livre da sanha obscurantista e perniciosa da Igreja Católica Apostólica Romana.
Entretanto, é interessante notar que, neste âmbito de vertiginoso progresso e desenvolvimento das pesquisas e dos descobrimentos científicos de ponta; da psicologia comportamental, quer individual, coletiva, e profissional; da globalização da sociedade de consumo: da aproximação artificial dos indivíduos através das mídias informatizadas; dos conflitos bélicos nas diversas regiões do planeta, o número das pessoas necessitadas de assistência e socorro das potências e das energias esotéricas, ocultistas, espirituais, e metafísicas cresceu de forma geométrica, correspondente ao progressivo aumento da população mundial.
Assim sendo, é óbvio que, nesta reencarnação, nasci para satisfazer, na medida do possível, as necessidades físicas, racionais, sensitivas, emocionais, psíquicas, e espirituais daqueles, com que tenhamos a oportunidade da sincronização. Áfiar, o bardo.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Sou uma pessoa inculta.

08.04.2016.
O Pensamento do Dia.
Eu, particularmente, sou uma pessoa inculta, sem rudimentos políticos, jurídicos, e econômicos, os quais parecem compor o trímero da crise brasileira. Assim sendo, de ouvir todos os ministros do STF, que se pronunciaram a respeito, impeachment, como está consignado na Carta Magna, não é golpe. Lendo sobre a pregressa atividade do Partido dos Trabalhadores, desde a posse de José Sarney, como presidente deste País, aquele partido político encaminhou ao STF pedido de impeachment contra todos os presidentes, até a eleição do senhor Luis Inácio Lula da Silva. Como sou uma pessoa inculta, e sob o contexto da minha limitada visão, fico intrigado de como pode um partido que fez uso tão profícuo de uma interpelação jurídica obstante, ter agora, quando se lhe ajustam da mesma métrica, uma interpretação de cunho golpista. Fico, ainda, mais intrigado quanto à maioria dos ministros pronunciantes que foram indicados pelo governo do Partido dos Trabalhadores. Seriam esses ministros pronunciantes ingratos e traidores da causa dos seus magnânimos Escolhedores? Como sou uma pessoa inculta, e sob o contexto da minha limitada visão, fico intrigado de como pode o governo do Partido dos Trabalhadores, na economia, dar aporte monetário a países pobres, com governos ditatoriais, em detrimento das prioridades básicas do próprio povo brasileiro. Como sou uma pessoa inculta, e sob o contexto da minha limitada visão, talvez esteja enganado em identificar como prioridades básicas de todo brasileiro, a saúde, a educação, a segurança, o saneamento básico, as pesquisas científicas de ponta, a conclusão da transposição do rio São Francisco, a recuperação e modernização do parque industrial brasileiro, a recuperação e modernização do comércio varejista e atacadista, a recuperação da balança de pagamentos, a recuperação da Petrobras, o término da administração perdulária das três instituições financeiras do país: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, a recuperação do poder aquisitivo do salário do trabalhador, a reforma política, judiciária, tributária, partidária, e previdenciária, a recuperação e modernização do sistema de comunicações informatizadas, a queda dos índices escorchantes de tributos governamentais, juros bancários, inflação, recessão, desemprego, recuperação e modernização do sistema de transporte rodoviário, ferroviário, aéreo, marítimo, a recuperação e modernização do comércio e indústria do pescado marítimo e fluvial, a recuperação e modernização do comercio e industria do lixo reciclável, a recuperação e modernização de todos os sistemas de produção de energia (hidráulica, eólica, atômica, solar, combustível fóssil), a recuperação e modernização do sistema de comércio e industria editorial de livros, a recuperação e modernização de toda atividade artística (dramatúrgica, musical erudita, musical popular, operística, sinfônica, bailado clássico, bailado popular, folclórica, artes plásticas, artes artesanais, arte do vestuário), recuperação e modernização de museus, e demais segmentos que sois de esquecer. Como sou uma pessoa inculta, e sob o contexto da minha limitada visão, talvez esteja enganado em conceituar que a jurisprudência deste País não devesse ser postergável, a extremos tão próximos da impunidade obtida pela cultura dos recursos de méritos duvidosos, cujo peso das moedas corruptivas fazem pender à favor dos interesses malversores um dos braços da balança da justiça. Como sou uma pessoa inculta, e sob o contexto da minha limitada visão, talvez, ainda, não tenha apreendido que toda essa crise e conflito, gerado pelo Partido dos Trabalhadores, tenha sido um segmento psíquico social coletivo, em que, se tendo uma sensibilidade emocional da tragédia psíquica individual, soframos a coerção de introjetar o comunista populismo Petista como a única e perene salvação deste desgraçado Brasil. Como sou uma pessoa inculta, e sob o contexto de minha visão limitada, continuo acreditando nos valores republicanos e democráticos de pudicícia, onde a verdade numinosa suplanta aquela verdade abjeta, espúria,e falaciosa, nascida da repetição sub-reptícia de uma mentira ignóbil. Todavia, é possível que tudo isso não seja, apenas, as reflexões do realismo fantástico de uma pessoa inculta, e sem rudimentos políticos, jurídicos, e econômicos como eu. 
Áfiar, o bardo.

terça-feira, 29 de março de 2016

O ovo de páscoa vazio.

Na verdade do realismo fantástico, poder-se-ia dizer que dentro do vazio de um ovo de chocolate, grande ou pequeno, sendo ou não de páscoa, encontramos um vasto nada, e tudo aquilo que é um vasto nada, é, também, um vasto tudo.
Para que se possa atingir os píncaros do êxtase da aproximação com a Suprema Essência deve-se estar possuído do nada da personalidade pessoal, em termos físicos, racionais, sensitivos, emocionais, psíquicos, e espirituais.
Após esse acontecimento inédito, na análise consciente da própria projeção psíquica, fica a dúvida se tudo não foi apenas o resultado de uma exacerbada imaginação.
Tenho dois grandes amigos: "Todo Mundo" e "Ninguém".
"Todo Mundo" tem o poder de nada, e "Ninguém" tem o poder de tudo.
Na natureza do universo cósmico existem os polos opostos de uma mesma energia quântica: o espaço e o tempo, entre os quais, como ponto central do equilíbrio, temos a dúvida, que, enquanto indecisa, por indefinição, gera o caos da materialidade espiritual, e o caos da espiritualidade física.
Enquanto "Ninguém" quer saber, e "Todo Mundo" pergunta, "aonde chegaremos?", respondo: "não sei, sou apenas filósofo, não Deus".
Áfiar, o bardo.

domingo, 20 de março de 2016

O Pacifismo Omisso.


Exitem posicionamentos pacifistas perigosos por suas omissões.
Em um passado recente, o pacifismo acovardado dos vencedores da Primeira Grande Guerra, de 1914 a 1918, assistiram, omissos, a emergência do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, e de seu líder, Adolfo Hitler, que implantou o regime nazista, cujas as atrocidades são por demais conhecidas.
Hoje, no Brasil, temos o Partido dos Trabalhadores, e o seu líder, senhor Luis Inácio Lula da Silva, que elaboraram um programa sistêmico de corrupção, objetivando implantar um regime populista de suposta ideologia comunista, no qual a republicana alternância de poder seria substituída pela permanência, ininterrupta, de um único partido.
Mas, todo regime totalitário precisa de uma sustentação econômica, caso contrário, sucumbirá junto com economia falimentar.
A política do paternalismo populista do Bolsa Família e da Minha Casa Minha Vida, sem as necessárias contra partidas remuneratórias, os escândalos do Mensalão, e do Petrolão, a corrupção no "sediamento" do Campeonato Mundial de Futebol e das Olimpíadas do Rio de Janeiro, a sustentação de 100.000 cargos comissionados do governo petista, a concessão de empréstimos internacionais pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, com garantias duvidosas, à países com regime ditatoriais, a específica ajuda econômica, à fundo perdido, à Cuba dos irmãos Castro, o financiamento do Movimento dos Sem terra, do Movimento dos Sem Teto, e outros perdularismos com o erário, exauriram o Produto Interno Bruto, sem ter havido o necessário e reclamado empreendimento estatal na educação pública, na saúde publica, na segurança pública dos Estados da União, na segurança nacional de fronteira, no reaparelhamento da intendência bélica e administrativa das Forças Armadas Brasileiras, no saneamento básico, nos laboratórios de pesquisa e ciência de ponta, na construção de estradas de rodagem, de ferrovias, de portos, de aeroportos, na modernização do sistema científico de informática e telefonia.
Em um determinado pronunciamento público, registrado pela mídia, o líder, senhor Luis Inácio Lula da Silva, ameaçou convocar as forças milicianas do Movimento dos Sem Terra, comandadas pelo caudilho João Pedro Stédile.
Tirada a máscara, através das gravações grampeadas, o líder, senhor Luis Inácio Lula da Siva, mostrou a valorização excessiva de si mesmo, o total desprezo pelas instituições democráticas do País, e desrespeito por todos à sua volta.
A sua eloquência é vilipendiosa, vulgar, e pornográfica.
O pensador John Stuart Mill disse: "o que os homens pensam e falam determina o que os homens fazem".
O líder, senhor Luis Inácio Lula da Silva, retirada a máscara, demonstra a que veio, impor sua vontade doentia de poder e dominação pessoal.
Esse oligárquico precisa ser impedido com a mesma agressividade com que agride o povo brasileiro, bem como o corruptor Partido dos Trabalhadores, sob sua liderança.
Qualquer aconselhamento ao contrário será um pacifismo acovardado e omisso que nos levará ao holocausto brasileiro.
Afiar, o bardo.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Qual o futuro do Brasil?

A vida se desenvolve através de movimentos cíclicos. Cada ciclo tem um período de começo, um período de transição, e um período de transformação. Existem os ciclos mais extensos, e os mais restritos.O Brasil, desde o tempo dos três governos gerais, vivencia ciclos restritos. Tudo passa rápido, mas sempre para melhor. Em 1945, ao ser mandado para a escola pública primária (da época), o Brasil tinha 50 milhões de habitantes, dos quais 50% eram analfabetos, e o quadro eleitoral tinha 5.860.666 de eleitores. Desde de então o Brasil vem, lentamente, progredindo, através de crises, conflitos, e contradições.O Brasil é um país com uma sociedade multirracial, complexa, reacionária, escravocrata, discriminatória, e sem uma intelectualidade e uma erudição estrutural. O desenvolvimento do País, ainda, acontece, somente, para atender as demandas do mercado globalizado de consumidores. A sociedade brasileira, ainda, não apreendeu da necessidade de se ter um padrão de vida sem excessos majoritários de escassez, e excessos minoritários de abundância. Para alterar o movimento cíclico restrito, a sociedade brasileira precisa, com uma natural urgência, instituir um modelo de distribuição de riqueza onde existam menos ricos e menos pobres, a exemplo das nações escandinavas. O presente ciclo, sob a égide de um populismo canhestro, está no período da transformação, a qual, como todas, é traumática, e educativa. O ciclo que se aproxima, no seu período primordial, promete atender os anseios por uma equanimidade político-social. Nossa contribuição nesse sentido deverá ser através do voto incorruptivo, sem o que o Brasil continuará vivenciando movimentos cíclicos restritos.
Áfiar, o bardo

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Friedrich Nietzsche e a denúncia filosófica.

27.02.2016.

Nietzsche, pensador do século 19, foi o mais radical crítico da filosofia ocidental.

O século 19 foi um período voltado para a modernidade como uma alternativa para a transformação social,  o que poderia garantir um futuro melhor.

Nietzsche estudou sua própria época, a Grécia antiga, e os  gregos pré e pós-socráticos.

Os gregos pré- -socráticos foram anteriores ao surgimento do nosso modo de pensar, e o modelo do nosso pensamento atual  nasceu com Sócrates, Platão, e Aristóteles.

O pensamento pré-socrático era definido pela “arte”, como a mediadora entre todas as coisas, e a verdade, como conceito, ainda não tivera a necessidade de ser criada; o pensamento pré- socrático era baseado na teoria do devir da vida, o qual era um processo em constante transformação aleatória, movida por uma força divina presente na natureza física.

A evolução do pensamento humano, no mundo ocidental, foi determinada pela restrita interpretação filosófica de Sócrates, Platão, e Aristóteles.

Nietzsche, filho de tradicional família alemã luterana, estava inserido em uma cultura religiosa cristã rigorosa.

Nietzsche define a história do pensamento do homem ocidental como sendo a história da negação da vida, através da construção de um modelo de homem ideal que não existe e que jamais existirá porque é, idealmente, muito superior ao que o homem real poderia ser.

Nietzsche tira o antropocentrismo do homem que se considera superior.

Nietzsche, quando analisa a Grécia pré-socrática, denuncia que na vida moderna continua existindo, vigoroso e reprimido, um pensamento riquíssimo de seduções, marcadas pelo corpo físico, sensitivo, e emocional, e pela “arte”.

O radicalismo do idealismo do pensamento filosófico, crítico, e racional de Sócrates, Platão, e Aristóteles, foi uma violenta incisão na história da liberdade do pensamento filosófico ocidental, ao negar, denegrir, e condenar a existência da influência, insubstituível, sadia, e necessária, na formação do homem, enquanto um ser psíquico, da realidade do pensamento filosófico, sensitivo e emocional, aflorado, inevitavelmente, do arquivo de desejos reprimidos no inconsciente do ser humano. (Áfiar, o bardo)

Com Sócrates, Platão, e Aristóteles começa oficialmente a história da filosofia grega.

Na Grécia antiga, o desenvolvimento da crítica racional provocou o nascimento da filosofia pré-socrática e o começo do declínio da mitologia.

A filosofia pré-socrática, na busca pela causa primária do universo cósmico, acabou tendo como denominador comum  o “devir”.

O devir é o movimento permanente, ininterrupto, e atuante, como uma lei  geral do universo que cria e transforma  todas as realidades existentes, uma nas outras.

Antes do século  5, ac., o homem grego antigo sentia a vida como uma potência amorfa, oculta, desconhecida, e, em permanente e imprevisível  transformação, o qual, impotente e submisso, diante dessa natureza caótica, teve a necessidade espontânea de conceituar uma interpretação fundamentada em mitos, idealizados com base nas experiências e impressões sensitivas e emocionais, ausentes de crítica racional, e de conceito de verdade.

Nunca fez parte da concepção de vida do homem grego antigo o domínio e o controle das forças da natureza, porém, a partir do século  5, ac., essa realidade mudaria.

Nietzsche foi o primeiro a questionar a importância da verdade, ao indagar “para que e o por que a verdade”.

A verdade, independente da curiosidade humana, é a necessidade psicológica de estabelecer, no mundo, diante do medo da morte, o sentimento da temporalidade.

Incapaz de viver a vida como, realmente, ela é, o homem escreve a sua história através da conceituação do dogma da verdade.

Nietzsche diz que, diante o dogma da verdade, o homem escreve uma história, para si mesmo, fundamentada no niilismo.

No mundo ocidental, o niilismo começou no século 16, atingindo os valores metafísicos da filosofia de Platão, assumidos e ajustados pelo Cristianismo, influenciado pela teologia judaica, e conservados durante a Idade  Média , cujo contesto, ainda, abrange: a vida terrena sensitiva como pecaminosa, a essência pura da vida espiritual após a morte, e a verdade divina atingível pela fé.

Niilismo negativo é aquele em que a vida terrena, real, do corpo físico, sensitivo, emocional, prazeroso, doloroso, é negada, pela fé, em favor de outra vida, de pureza espiritual, após a morte, idealizada pelo antropomorfismo e antropopatia filosófico platônico, ou pela teologia cristã.

Niilismo reativo é aquele em que a vida, de pureza espiritual após a morte, idealizada pela filosofia-teológica  platônica-cristã, é negada em favor desta vida terrena, real, do corpo físico,sensitivo, emocional, prazeroso, doloroso, numa reação categórica substanciada, afirmativamente, pelas modernas e sucessivas descobertas, inventos, e desenvolvimentos científicos e tecnológicos.

O avanço da ciência e da tecnologia determinou o recuo do antropomorfismo e da antropopatia filosófico e teológico.

Do niilismo reativo surgiu o “niilismo da modernidade”.

O niilismo da modernidade é a idealização de um futuro onde, em consequência das ininterruptas descobertas, inventos, e desenvolvimentos científicos e tecnológicos dos recursos e das utilidades físicos-materiais, a vida deverá ser sempre satisfatória e agradável.

Se antes era negado o presente de uma vida real, terrena, sensitiva, emocional, em favor da idealização de uma futura vida de pureza espiritual, após a morte, agora, não se vive o presente porque uma nova vida real, terrena, sensitiva, emocional, é idealizada, para antes da morte, em um futuro do imediato amanhã. (Áfiar, o bardo)

Entretanto, a idealização, de qualquer futuro, alheia o homem do tempo presente, do devir,  do conflito e da contradição permanente da sua miserável existência.

O ideal de qualquer futuro é o ideal da felicidade.

Como o ideal da felicidade não sofre o impacto das transformações reais da vida, ninguém poderá viver o ideal porque este é impossível de ser atingido.

Em ambos os niilismos, negativo e reativo, há uma rejeição da vida real, terrena, sensitiva, emocional, presente, em favor de valores futuros: primeiro, do abstrato metafísico, segundo, do concretismo progressista.

Nietzsche

Além do homem (super  homem) é o homem que supera a si mesmo para ser uma expressão celular, sensitiva, emocional, e imanente da manifestação espontânea da realidade caótica da natureza cósmica, na mais possível consciência de liberdade e de independência de qualquer conceito de verdade, filosófica ou teológica, intencionalmente elaborada como racional. (Áfiar, o bardo)

O homem que assume o desafio de superar a si mesmo, objetivando encontrar-se no “além do homem” (super  homem), é porque, através de uma rebelde introspecção, teve a consciência do condicionamento subliminar da idealização subvertida da sua suposta fragilidade.

Ao final da Antiguidade, a Igreja Romana, emergente, teve seu real começo teológico-filosófico com Agostinho de Hipona (354 – 430), doutor clérigo, que cristianizou Platão, conciliando sua teoria filosófica da ideia primordial da criação com o conceito teológico da ideia primordial da criação, pré-existente em Deus abstrato, antes de sua manifestação concreta.
A Escolástica teve seu apogeu com Tomás de Aquino (1225 – 1274), outro doutor clérigo, criador do tomismo, que cristianizou Aristóteles, conciliando sua teoria filosófica das verdades naturais da razão com o conceito teológico das verdades naturais da revelação cristão da fé.

Para Tomás de Aquino, Aristóteles percorreu apenas uma parte do caminho por desconhecer a revelação cristã, e percorrer parte do caminho não é o mesmo que percorrer o caminho errado.

À doutrina transcendental  das filosofias racionais, idealistas, e seletivas de Platão e Aristóteles, foi  acrescentado, da teologia judaica, o conceito do pecado original, e da culpa presumida.

Com este acervo ético-moral, de uma teologia filosófica de natureza  hibrida, o Cristianismo introjetou, no homem comum, a  pecaminosidade  dos impulsos naturais da libido, o condicionamento dos mesmos até a angústia da frustração, a culpa e o arrependimento pela tentação consumada, e a ansiedade pelo perdão redentor.

Diante da miserabilidade da existência terrena, idealizada e imposta pelo Cristianismo, a sociedade do mundo ocidental foi sustentada pelo escravismo psicológico, social, político, e econômico do homem comum, sensível, emocional, ignorante, fragilizado, e acovardado por um conceito ideal  de fé religiosa, interessante e necessária para a manutenção da oligarquia teocrática absoluta, entronizada como a representante terrena de Deus, e da oligarquia do governo secular absoluto coroado pelo “direito divino dos reis”.

O Iluminismo, como um movimento de reação de uma elite social burguesa, não abrangeu o homem comum.

É exatamente esse homem comum, fragilizado e acovardado, que deverá assumir o desafio de superar a si mesmo, objetivando encontrar-se no “além do homem” (super  homem), onde a crise, o conflito, e o contraditório, entre a idealização da vida e a sua verdadeira realidade, são denunciados pelo equilíbrio da reciprocidade física, racional, sensitiva, emocional, psíquica, e espiritual de um homem que, finalmente, poderá viver, apenas, a  imprevisibilidade do seu próprio destino, do qual a única certeza é o benefício da terminação fatal.

A primeira lição a ser aprendida pelo homem é obedecer as  leis, perenes e imutáveis, da natureza espontânea que regem a manifestação da vida. (Áfiar, o bardo)

A sobrevivência do homem depende da sua capacidade de apreensão dessa obediência, e, nesse sentido, a liberdade é  ilusória.

A liberdade é a idealização do prazer na autonomia do sujeito, para o qual, na realidade, a autonomia inexiste, assim como inexiste o “um”, separado  da natureza cósmica

Com os devidos créditos à Dra. Viviane Mosé.

Àfiar, o bardo.


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Gestalt - Psicologia da Gestalt - Psicologia da Forma

08.02.2016.

Como xamã citadino leio diversas modalidades de oráculos.

É normal a leitura ocultando os símbolos, em um processo aleatório de surgimento de imagens que devem ser interpretadas tendo como referência a viabilidade dos objetivos do consulente.

Substitui a prática tradicional por um método moderno em que, do oráculo preferido, a descoberto, o consulente escolhe um conjunto determinado de símbolos que, em princípio, deverá estar relacionado com a previsão da realização de desejos.

Esta leitura de oráculo, através de símbolos previamente escolhidos pelo consulente, tem como estrutura a Psicologia da Gestalt.

É da Psicologia da Gestalt ou Psicologia da Forma que se tratará, com brevidade, neste ensaio.

Precursor: Cristian von Ehrenfels - 1856 à 1932 - filósofo austríaco.
Fundadores: Max Wertheimer - 1880 à 1943.
                     Kurt Koffka - 1886 à 1941.
                     Wolfgang Kohler - 1887 à 1967.
                     Kurt Lewin - 1890 à 1947.

Gestalt é uma palavra alemã que significa: uma entidade concreta, individual e característica, que existe como algo destacado, e que tem a forma como um dos seus atributos.

Os gestaltistas iniciaram seus estudos pela percepção e pela sensação do movimento; estavam interessados em compreender os processos psicológicos envolvidos na ilusão de ótica, quando um estímulo físico é percebido, pelo sujeito, de uma maneira diferente da realidade.

A percepção está entre o estímulo físico, que o meio ambiente fornece, e a resposta que o sujeito emite; o que o sujeito percebe, e como percebe, são dados básicos para a compreensão do comportamento humano, o qual, é estudado em seu aspecto global, considerando as condições que alteram a percepção do estímulo.

A percepção do estímulo físico ocorre através da forma como é interpretado o conteúdo percebido; se nos elementos percebidos não houver equilíbrio, simetria, perspectiva, não será alcançada, de imediato, uma percepção lógica.

O meio comportamental é a resultante da interação do sujeito com o meio físico, e envolve a interpretação desse meio através da percepção; trata-se de uma realidade subjetiva, particular, criada pela mente humana.

A Gestalt é uma parte da psicologia experimental, que estuda como o cérebro humano percebe as formas.

O cérebro humano não percebe uma composição visual decomposta em partes isoladas, percebe relações; percebe um todo formado pelas relações das partes integradas, interagias, e interdependentes, somadas entre si; o todo é mais importante do que a soma das partes.

O processo da interpretação de uma figura esta relacionada com forças externas e forças internas.

As forças externas são vindas da luz da própria figura refletida na retina.

As forças internas estão relacionadas com o processo fisiológico do cérebro humano; a partir da estimulação causada pelas forças externas, o sistema nervoso central organiza a figura de modo coerente e unificado.

A Psicologia da Gestalt conceitua, em princípio, que o cérebro humano tem a capacidade neural intuitiva de associação mental de ideias com as figuras referenciais, já percebidas no passado, e pré-existentes na memória humana inconsciente.

A regulação do cérebro humano é espontânea e incontrolável.

A Psicologia da Gestalt tem nove leis estruturais: 1-Semelhança, 2-Proximidade, 3-Continuidade, 4-Pregnância, 5-Fechamento, 6-Segregação, 7-Unificação, 8-Unidade, 9-Figura/Fundo.

1-Semelhança: através da percepção visual, o cérebro humano tem a capacidade de agrupar, em conjuntos coesos de unidades, os elementos qualificados como semelhantes por causa da semelhança de condições ambientais, cor, brilho, sombra, tamanho, forma, etc.
O cérebro humano percebe, prioritariamente, colunas de quadrados e colunas da círculos, e não linhas de quadrados e círculos alternados. (vide figura abaixo)

2-Proximidade: através da percepção visual, o cérebro humano tem a capacidade de agrupar, em conjuntos coesos de unidades, os elementos qualificados como os mais próximos uns dos outros, em um espaço específico.
O cérebro humano percebe, prioritariamente, quatro conjuntos unitários de círculos, e não dezesseis círculos. (vide figura abaixo)

3-Continuidade: através da percepção visual, o cérebro humano tem a capacidade de seguir um suposto rumo, para manter a conexão dos elementos que parecem contínuos e dispostos em uma sequência, aparentemente, lógica, diante da repetição ordenada dos elementos. (vide figura abaixo)

4-Pregnância:
-pregnância, do alemão pragnanz, significa simplicidade;
-pregnância é a mais importante, e a menos sintética das leis da Gestalt;
-pregnância é a somatória de todas as leis da Gestalt;
-pregnância é a qualidade primária que uma imagem precisa ter para que possa estimular a percepção visual;
-pregnância, em termos de qualidade primária, abrange duas formas de imagem: a com alta pregnância, e a com baixa pregnância;
-alta pregnância é a rapidez, a facilidade, e a simplicidade da leitura, da compreensão, da identificação, da nitidez, e da interpretação da ordem, da simetria, da perspectiva, do equilíbrio, da harmonia, do fundo liso, e do contraste, com que a imagem estimula o imediatismo da percepção visual, e o imediatismo da recepção pelo cérebro humano; (vide figura abaixo)
-baixa pregnância é aquela em que a profusão e a confusão da imagem dificultam o imediatismo da percepção visual, e o imediatismo da recepção pelo cérebro humano; (vide figura abaixo)
-na baixa pregnância, o cérebro humano, através do recurso mental da simplificação natural da percepção visual, seleciona e decompõe a imagem nos seus atributos de entendimento mais fácil e imediato.

5-Fechamento: através da percepção visual, o cérebro humano tem a capacidade de perceber figuras subjetivas e delimitadas, surgidas em consequência do agrupamento dos elementos que aparecem em uma disposição lógica, de acordo com a figura pré-existente na memória humana inconsciente. (vide figura abaixo)

6-Segregação: através da percepção visual, o cérebro humano tem a capacidade de selecionar e separar, do interior total ou parcial de uma imagem, uma ou mais figuras, destacadas por critérios específicos de condições ambientais, cor, brilho, sombra, tamanho, forma, etc. (vide figura abaixo)

7-Unificação:
-a lei da unificação conceitua que uma figura, aparentemente, fragmentada poderá ser restaurada pelo cérebro humano, através da capacidade neural intuitiva de associação mental de ideias com a figura referencial pré-existente na memória humana inconsciente, quando os espaços vazios poderão ser preenchidos, restaurando mentalmente a figura fragmentada. (vide figura abaixo)

8-Unidade:
-através da percepção visual, o cérebro humano tem a capacidade de perceber a unidade visual simples de uma figura, completa em si mesma, construída com um único elemento;
-através da percepção visual, o cérebro humano tem a capacidade de perceber e unidade visual composta de uma figura construída por um conjunto lógico de vários elementos;
-a unidade pode ser definida pela cor, brilho, sombra, tamanho, forma, etc., isolados, ou relacionados entre si. (vide figura abaixo)

9-Figura/Fundo:
-a lei da figura/fundo ou a lei da dupla perspectiva conceitua que, através da percepção visual, o cérebro humano tem a capacidade neural intuitiva de associação mental de ideias com figuras referenciais pré-existentes na memória humana inconsciente para perceber e organizar, sobre uma mesma figura/fundo, duas perspectivas sucessivas, com sentido lógico;
-o cérebro humano organiza a percepção visual da figura/fundo em dois planos: no primeiro plano, a figura é percebida através de formas e contornos, e sempre à frente do fundo; no segundo plano, o fundo é percebido sem forma e sem contorno;
-dependendo da direção da perspectiva em que o cérebro humano organiza a percepção visual de uma única figura/fundo, alternativamente, a figura poderá ser percebida como fundo, e o fundo como figura, mas nunca simultâneos. (vide figura abaixo)

A produção, por quaisquer recursos, de todas as imagens, desta contemporaneidade, são estruturadas na Psicologia de Gestalt, inclusive a decifração de oráculos.




Áfiar, o bardo.