terça-feira, 10 de novembro de 2015

A Ancianidade.

O Pensamento do Dia.

O tempo é a solução para todas as cousas. O tempo é o senhor piedoso do presente, porque o passado e o futuro não lhe existem. O tempo determina que vivamos o presente em todas as suas possíveis e circunstanciais oportunidades. O tempo determina um momento para nascer, para crescer, para amadurecer, e para morrer. Para o tempo existe somente o agora da infância, da juventude, da maturidade, e da ancianidade. Para cada um desses presentes fugazes há um ritual de passagem, uma plenitude, e uma terminação. No agora da infância terminal há a concentração antecipada dos demais presentes. No agora da ancianidade terminal há a concentração existencial de todos os demais presentes que se dissipam. Porém, saber viver cada agora do tempo é o grande desafio enigmático da vida. O tempo, o maior escritor da natureza, relata, no cartapácio facial, da mulher e do homem, a soma de todos os erros menos a soma de todos os acertos, cuja diferença, positiva ou negativa, será o demonstrativo do quanto de dignidade cada um de nós soube dar si mesmo em benefício de todos. Hárifhat, o poeta sufí do deserto.

O Corpo Docente

Neste dia, dos professores, diante da apologia, dos mesmos, feito pelo vídeo da Biblioteca Virtual da Antroposofia, obriguei-me à indagar aonde estão os mestres retratados naquela narrativa ideal. Porque na realidade, a maioria corpos docentes, que tive a oportunidade de contatar, eram compostos por profissionais intolerantes, impacientes, preconceituosos, discriminatórios, incompetentes, e mesquinhos. Enfim, eram seres humanos insatisfeitos com a própria profissão, e sem a dignidade suficiente para dar um novo rumo em suas miseráveis vidas. No Brasil, em termos de estudos, o governo finge que investe, o professor finge que ensina, e o aluno finge que estuda. Todavia, há exceções, tão pequeninas que desaparecem no mar da vergonha deste desgraçado País. 
Hárifhat, o poeta sufí do deserto.

A Paz

Aconselho que todos devam ter cuidado com o cultivo indiscriminado da paz, para que a mesma não se transforme na paz da necrópole. A paz da minoria dos fortes é a imposição da vontade desforrada da maioria dos fracos. A paz da maioria dos fracos é a imposição da vontade abjeta da minoria dos fortes. A paz é um breve momento do êxtase da satisfação das necessidades da libido, chamada poeticamente de amor, ou de paixão, quando, na verdade, é vivo desejo sexual, escondido pela hipocrisia da moral e da ética das filosofias e das teologias ideais, que odeiam a natureza real, da qual o homem é sua manifestação mais controversa. 
Hárifhat, o poeta sufí do deserto.

A Crise

A principal crise e conflito da República Federativa do Brasil é moral. Esta crise e conflito nasceu nas Capitânias Hereditárias, herdada pelo Governo Geral, herdada pela Regência Joanina, herdada pelo Império Alcântara, herdada pela Primeira República, herdada pela Ditadura Getuliana, herdada pela Segunda República, herdada pela Ditadura Militar, herdada pela Terceira República, e finalmente, por enquanto, herdada pela Ditadura Petista. O homo sapiens brasileiro é um corrupto uterino, e um covarde por mal conformação congênita. 
Hárifhat, o poeta sufí do deserto.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O Vento.


Pensamento do dia.
Sou um brasileiro feliz.
Tive a oportunidade de viver o suficiente para presenciar o pronunciamento de um mandatário máximo do meu país, a senhora Dima Rousseff, discorrendo sobre o armazenamento do vento.
Depois tenho que suportar as críticas dos meus opositores porque sou adepto do Realismo Fantástico.
Mas, até mesmo o realismo fantástico estabelece seus próprios limites para não se tornar ridículo.
Hárifhat, o poeta sufí do deserto.

O Destino

Na vida existem três tipos básicos de indivíduos. O condutor, o conduzido, e o controvertido. O condutor, conforme o resultado final, conduz para o bem ou para o mal. O que pode ser bem ou mal para uns, pode ser o contrário para outros. Portanto, o bem e o mal são relativos. O condutor sempre conduz em razão prioritária de satisfazer os seus próprios interesses, ignorando o bem ou mal dos seus conduzidos, sem o que não é condutor, e, mesmo assim, por vezes, fracassa. O conduzido sempre se deixa conduzir em razão prioritária de satisfazer os seus próprios interesses, ignorando o bem ou o mal do seu condutor, sem o que não é conduzido, e, mesmo assim, por vezes, fracassa. O controvertido, em razão prioritária de satisfazer os seus próprios interesses, de acordo com ditames das situações e circunstâncias, presentes e previstas, assume a posição de condutor ou de conduzido, e, mesmo assim, todas as vezes, jamais fracassa. O controvertido só é subjugado pelo anjo da morte, após um vantajoso acordo, que nunca é comprido pelo condutor da foice. O realismo fantástico é única verdade. Até o próximo encontro no raio violeta da estrada do arco-íris.
 Hárifhat, o poeta sufí do deserto.

sábado, 24 de outubro de 2015

A Distopia


Distopia é o pensamento, a filosofia, ou o processo discursivo baseado em uma ficção que é a antítese da utopia, ou promove a existência da utopia negativa.
A distopia se caracteriza pelo controle opressivo de uma oligarquia ditatorial sobre toda uma sociedade submissa.
Na distopia, a sociedade submissa é conivente e corruptível, as normas para o bem comum são flexíveis ao sabor dos interesses, e a tecnologia é usada como instrumento de controle da oligarquia, quer estatal, institucional, ou corporativista.
A utopia é um sistema social idealizado sem raízes na contemporaneidade, retratando uma época futura, após uma descontinuidade histórica.
A distopia, em oposição, é idealizada essencialmente em conexão com a própria sociedade vigente.
O que é comumente chamado de utopia é o demasiado bom para ser praticável; e o que é o demasiado mau para ser praticável é a chamada distopia.
Quando a distopia se concretiza, a sociedade se torna desgraçada.
O projeto de perpetuação no poder, do Partido dos Trabalhadores, idealizado pelo caudilho nordestino, pelego getulista, senhor Luiz Inácio Lula da Silva, e por sua horda de inconsequentes, através de um populismo de esquerda tardio, é um exemplo de uma distopia "tupiniquim", a qual é favorecida pelo desempenho pífio da oposição amoral, que se acovarda em defender, com bravura, as tradições republicanas e democráticas implantadas, nestas Terras de Vera Cruz, pelos fundadores verdadeiramente brasileiros, desta desgraçada Nação.
Ontem, jovem, idealista e democrata, lutei contra a Ditadura Militar, implantada, e contra a tentativa da implantação da ditadura comunista espúria.
Hoje, ancião, e ainda idealista e democrata, luto contra a tentativa da implantação da distopia petista, com o único e último poder constitucional que, por enquanto, nos resta: o poder da liberdade de expressão do pensamento denunciador.
Hárifhat, o poeta sufí do deserto, de onde nunca deveria ter saído.