domingo, 23 de setembro de 2018

Ódio, derradeira emoção.

Todo os, chamados, "livros sagrados" foram redigidos por escritores, acreditados como inspirados pelos Deuses. 
Os deuses dessas "sagradas escrituras" são antropomórficos e antropopáticos.
Mancomunados com o poder político, econômico, e militar, da vez, a moral e a ética, desses escritos eclesiais, intentam conduzir a sociedade popular, ignorante, e indefesa, à submeter-se às oligarquias dominantes, através da falácia da promessa do gozo das delícias dos paraísos celestiais futuros, após a morte física, para todo aquele que humilde, pacífico, obediente, renunciante, resignante, longânime, se torna o bem-aventurado merecedor.
A natureza consigna a sobrevivência através da cadeia alimentar, na qual o mais fraco é o alimento do mais forte, e o forte, já decrepito, é o alimento dos mais fracos.
A cruel realidade do ser humano, racional e emocional, paradoxalmente, cria, para si mesmo, uma cadeia alimentar social escravocrata, na qual o mais fraco é devorado pelo mais forte.
O perdão é apenas uma figura de retórica bíblica, em que oferecer a outra face é a justificativa última dos covardes, que tem medo de lutar pela liberdade, ainda que pelo recurso derradeiro de se fortalecer pelo cultivo do ódio, único sentimento verdadeiramente puro.
Jáagora, o peregrino.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Sou cidadão.

É interessante observar que quando reajo com a mesma violência aos agressivos posicionamentos deste verme humano chamado de "Jean Wilis", sou qualificado de homofóbico, reacionário, machista, e outras tantas. 
Os direitos, no que se refere a mim, não são iguais para todos, pois estou vivendo um tempo de domínio do desequilíbrio físico, racional, emocional, sentimental, espiritual, e psíquico.
Para os falaciosos pacifistas, falaciosos ingênuos, falaciosos inocentes, instrumentos úteis dos falaciosos direitos humanos, revido com veemência, até, mesmo, com o uso da força repressiva da oposição, em defesa da exigência do direito natural do reconhecimento daquilo que represento como cidadão heterossexual, democrata, formador de família, empreendedor, deísta, pagador de impostos, e sufragista legal desta desgraçada república.
Conclamo a todos, mulheres e homens de caráter, a ter a mesma ousadia dos canalhas, porque o exemplo bíblico de oferecer a outra face é o redil dos covardes.
Cortijo, aquele que morrerá de pé, como as árvores.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

A esperança morreu.

No Brasil, os três poderes não se auto impuseram. 
Foi o povo que elegeu os representantes no Legislativo, e no Executivo; o resto é consequência.
Não foi só a classe minoritária dos mais desfavorecidos que votou no PT, no PMDB, no PSDB, e nos partidos de aluguel, porque a maioria dos votantes congregou, também, a classe média e a classe alta.
Os banqueiros, e as empreiteiras foram os principais sustentáculos da política da corrupção que derrocou a estabilidade sócio-econômica-financeira-administrativa, e jurídica desta desgraçada república brasileira.
Entretanto, a grande massa do povo eleitor brasileiro continua a mesma e na mesma.
O povo brasileiro na sua abissal homogeneidade nasce corrupto, corruptivo, e covarde.
Portanto, nas próximas eleições serão eleitos os mesmo canalhas: os conservadores, os reacionários, os progressistas, os renovadores, os fascistas, os nazistas, os comunistas, os anarquistas, os democratas, os monarquistas, e os clérigos de todos os segmentos.
Enquanto isso, os verdadeiros patriotas pagarão pelo crime político, para o qual jamais contribuíram.
Jáagora, o peregrino.

Paradoxo Kardesista.

Pensamento do dia.
Diante da presente situação existencial da humanidade do planeta Terra, a afirmação, dos Kardecistas, de que os espíritos de luz estão exercendo incessante ação sobre o mundo moral e mesmo sobre o mundo físico, é mais uma falácia, desse reacionário e discriminatório movimento religioso. Qual a influência do espiritismo-kardesista sobre as populações da China (1.400.000 chineses), da Índia (1.200.000 hindus), do mundo muçulmano (1.200.000 islamitas)? A espiritualidade kardesista é cultivada principalmente no Brasil por, apenas, três milhões de adeptos, conforme índices do IBGE de 2016. Foi o intelectual francês Hippolyt Léon Denizard Rivail (1804-1869) que, sob o pseudônimo Allan Kardec, codificou a chamada Doutrina Espírita, através da edição de cinco livros didáticos, a saber: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo Espiritismo, O Céu e o Inferno, e A Gènese. Entretanto, o professor Allan Kardec, educado no academismo exclusivista francès do primeiro quartel do século XIX, ignorou a existência da espiritualidade cultivada nas diversas culturas orientais, desde três mil anos antes do cristianismo. Não só Kardec era ignorante nessa disciplina, como, também, os Espíritos que fundamentaram a dita codificação. O Kardecismo não teve propagação na própria França, porque seu fundamento filosófico-religioso ingênuo não resistiu o embate, obstante e contestador, da filosofia, da metafísica, da ontologia, da epistemologia, da fenomenologia, da psicologia, da sociologia, da filologia, e do evolucionismo, entre outras, todas emergentes e libertadoras do pensamento humano. No Brasil, o espiritismo kardecista assumiu uma posição discriminatória com relação a outros conceitos espiritualizantes, notadamente contra as religiões Afro-brasileiras, a Umbanda, a Quimbanda, e o Catimbó, cujo exemplo mais evidente deveu-se a Francisco Cândido Xavier que, na extinta TV Tupi, canal 4, de São Paulo, em 28.07.1971, em entrevista concedida ao programa Pinga Fogo, disse que aquelas "seitas primitivas" eram degraus evolutivos até se chegar, através da reencarnação, à Doutrina Espírita de Allan Kardec. O espiritismo de incorporação, dependente do trabalho de pessoas identificadas e qualificadas como médiuns, não é apanágio do Kardecismo. e, até em outros países, esse fenômeno psicofônico é praticado com regularidade por doutrinas espíritas divergentes, personalizadas, e independentes. Yaakov, o sefardita.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Lembrança e Esquecimento

Você lembra que nasceu, mas esqueceu de chorar.
Você lembra que chorou, mas esqueceu de existir.
Você lembra que existiu, mas esqueceu de lutar.
Você lembra que lutou, mas esqueceu de vencer.
Você lembra que venceu, mas esqueceu de sofrer.
Você lembra que sofreu, mas esqueceu de pedir.
Você lembra que pediu, mas esqueceu de desejar.
Você lembra que desejou, mas esqueceu de falar.
Você lembra que falou, mas esqueceu de escrever.
Você lembra que escreveu, mas esqueceu de cantar.
Você lembra que cantou, mas esqueceu de sorrir.
Você lembra que sorriu, mas esqueceu de julgar.
Você lembra que julgou, mas esqueceu de condenar.
Você lembra que condenou, mas esqueceu de perdoar.
Você lembra que perdoou, mas esqueceu de amar.
Você lembra que amou, mas esqueceu de renunciar.
Você lembra que renunciou, mas esqueceu de servir.
Você lembra que serviu, mas esqueceu de semear.
Você lembra que semeou, mas esqueceu de colher.
Você lembra que colheu, mas esqueceu de sentir.
Você lembra que sentiu, mas esqueceu de olhar.
Você lembra que olhou, mas esqueceu de salvar.
Você lembra que salvou, mas esqueceu de partir.
Você lembra que partiu, mas esqueceu de somar.
Você lembra que somou, mas esqueceu de multiplicar.
Você lembra que multiplicou, mas esqueceu de dividir.
Você lembra que dividiu, mas esqueceu de subtrair.
Você lembra que subtraiu, mas esqueceu de retornar.
Você lembra que retornou, mas esqueceu de orar.
Você lembra que orou, mas esqueceu de reencarnar.
Você lembra que reencarnou, mas esqueceu de nascer.
Hárifhati, o poeta sufi do deserto.


quinta-feira, 28 de junho de 2018

A Humildade

Nasci psicologicamente desprovido do sentimento de humildade. Ensinaram-me a cultiva-la através da prática. Todavia, percebi que esse procedimento, sem a devida autenticidade, era uma mentira que deformava meu carater. Assim sendo, assumi esta minha idiossincracia, e ao faze-lo constatei que esta performance é uma poderosa arma defensiva contra a maioria dos indivíduos hipócritas e falaciosos, com os quais somos obrigados à conviver nas nossas atividades sociais cotidianas. Constatei, também, que os mais interessados na humildade humana são os líderes religiosos, os quais, mancomunados com as oligarquias, procuram domesticar a rebeldia das sociedades dominadas com a promessa de que os humildes conquistarão o jardim edênico, enquanto conformados com a escravatura social terrestre expiatória em que estão submetidos pela vontade de um deus antropomórfico. Não estou solitário na arrogância porque tenho parentes, amigas e amigos que, também, são desprovidos de humildade, como por exemplo: meus filhos, Maurício, Rodrigo, Roberta,e Adriana, minha nora Karin Cortijo, minhas amigas, Christina Meira, Hilda Breer, Ligia Cabloco, Cecilia Barbazia, Raquel Vieira, Vera Lucia Guerra, Thais Helena Ramacciotti, meus amigos, Luiz Meira Neto, Plinio Ramacciotti, Alcir Mauricio, Nilo Sergio, Wagner De Moura José, Roberto Sant Anna, Elton Felts, e, em especial, um grande amor de minha vida, Guadalupe Roca.
Hárifhat, o poeta sufí do deserto.

A Física Quântica ?

28.06.2018.
Pensamento do Dia.
Concurso de física quântica?
O que é física quântica?
Como é que vou compartilhar uma coisa que não sei o que é.
Perguntei aos meus filhos, que já estão cursando o ensino médio, e, também, não souberam me dizer o que é essa tal física quântica.
Perguntado aos professores, de matemática e de física, ambos disseram que esta disciplina não constava do currículo pedagógico do segundo grau.
Esta é a realidade do ensino no Brasil.
O Estado finge que patrocina a educação, os professores fingem que ensinam, os estudantes fingem que aprendem, e os pais fingem que acompanham a evolução de seus filhos.
Depois assistimos uma maioria de votantes elegendo uma oligarquia legislativa de candidatos que legislam em causa própria.
Depois assistimos uma oligarquia judiciária, encastelada no Supremo Tribunal Federal, interpretando juridicamente um elenco de leis falaciosas sempre a favor da impunidade dos ocupantes temporários dos poderes Legislativo e Executivo.
Mas o fato da temporalidade dos mandatos não é um recurso usado para a depuração dos corruptos detentores do poder político.
O povo, mantido ignorante, renova sistematicamente, a cada eleição, velhos canalhas por canalhas novos.
Jáagora, o peregrino.