domingo, 16 de julho de 2017

Aonde está D`us.

16.07.2017.
Pensamento do Dia.
Olhando uma minúscula parte do universo cósmico, através do telescópio Hubble, e comparando com uma pequena parte do universo do corpo humano, através dos mais modernos microscópios quânticos, verificamos que existe uma Suprema Inteligência que mentaliza o todo e o nada.
No atual nível de intelectualidade, o mais próximo que temos para, primitivamente, conceituar o Criador, é a análise do próprio corpo humano como uma partícula da Suprema Essência.
O D`us que existe em ti, existe em mim.
Ao procurar conhecer a alteridade e as idiossincrasias do meu semelhante estarei pesquisando-me, e, como tal, pesquisando a presença do próprio Criador que faz de nosso corpo sua morada menor.
Aonde está D`us?
Eu, do alto da minha ignorância, digo humildemente, que D`us não está, porque D`us é.
D`us é o nada e o todo.
Para se ter o todo é preciso ter o nada, e quem tiver o nada terá o todo.
Yaakov, o sefardita.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Dizer a verdade.

07.07.2017
Pensamento do dia.
Dizer a verdade é um princípio básico secularizado por todas as civilizações, passadas e presentes.
Dizer a verdade é o primeiro princípio básico não cumprido por todas as civilizações, passadas e presentes.
Cada indivíduo ao dizer uma verdade, estará sempre descrevendo situações e circunstâncias apreendidas, compreendidas, e julgadas de acordo com a capacidade racional e emocional de que é possuído, e o testemunho assim construído será a sua verdade.
Um mesmo acontecimento, terá diversas descrições determinadas pelo ângulo presencial, interesseiro, e inteligente dos seus vários partícipes, e a construção redacional desse episódio será uma colcha de retalhos de verdades ambíguas.
Muitas das verdades proferidas sobre um mesmo caso poderão ser classificadas como duvidosas, ou como mentiras.
Bilhões de inocentes,no decorrer da história da humanidade, foram executados por dizerem verdades, numa versão desafiadora, e num momento socialmente inadequado.
Citarei alguns nomes emblemáticos: Giordano Bruno, Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Sócrates, e Galileu Galilei, condenado a prisão domiciliar perpétua.
A verdade é o mistério psicológico mais conflitador entre todos os membros de todas as famílias.
Os genitores omitem verdades dos filhos, estes aprendem os perigos das verdades espontâneas.
A verdade entre irmãos revela os traidores.
A liberdade absoluta da expressão do pensamento é uma falácia testemunhada pelo sangue verdadeiro dos mártires.
O ser humano não é o que pensa, e nem sua representação social.
O ser humano é a sua própria sombra da psique, conservada escondida, e projetada no seu semelhante como uma verdade repulsiva que, no seu íntimo, batalha para sublima-la, porque se reconhece um dissimulado a procura da liberdade do cativeiro das paixões profanas.
A verdade humana é relativa, referencial, transitória, e paradoxalmente uma figura de linguagem.
O ser humano ao filosofar sobre a verdade, precisa, antes, fazer uma introspecção do próprio universo mentiroso, sem o qual sua sobrevivência estará comprometida.
Yaakov, o sefardita.

domingo, 7 de maio de 2017

Escritos no passado, e, ainda, presentes.

07.05.2017.
Estou pensando que a quantidade de translações de minha vida está me tornando poeta. 
Sempre lutei para ser, pelo menos, um aceitável racionalista. Os poetas são sensitivos e emotivos demais, e falam de um realismo fantástico sedutor que, perigosamente, pode levar-nos aos prazeres orgíacos de uma inteligência com o mais absoluto livramento dos preconceitos.
E quem sou eu sem meus preconceitos?
Sou alguém sem armas artificiais, sem defesas naturais, sem máscaras sociais, sem referências religiosas, sem seguranças dogmáticas, sem certezas políticas.
Sou como um recém-nascido, chegado sem nada, mas possuído do poder do potencial do todo e do tudo.
E neste desamparo e abandono, o mais desafiante é que o único recurso disponibilizado, é o amor.
Os poetas são soberanos despóticos, e escravos subjugados do amor.
Parece-me que estou amando todos os amigos, mesmo os hipócritas, e todos os inimigos, mesmo os imperdoáveis. Justificado por este sentimento indefinido, sinto-me senhor da morte onde a vida é eterna, senhor do feio onde a beleza é perene, senhor do mal onde o bem é preponderante, senhor do vício onde a virtude é sublimadora, senhor de mim mesmo, onde a chama, a luz e a temperatura desta loucura chamada amor me consome no êxtase da minha inteligência reabsorvida pela Suprema Vontade, residente no templo sagrado do corpo individual de todos os seres.
É nisto que medito agora.
Yaakov, o sefardita.

domingo, 16 de abril de 2017

A lágrima derramada.

16.04.2016.
Pensamento do Dia.
Não sei quem disse que as lágrimas, por mais triste de sejam, são sempre verdadeiras. 
Entretanto, esta afirmativa se baseia em uma visão ingênua da realidade.
Se não vejamos: o bem e o mal são os polos opostos de uma mesma energia natural, cujo ponto de equilíbrio não é sempre o meio, mas é aquele instante em que se produz satisfação do desejo.
Na busca dessa satisfação todos os recursos são considerados válidos, porque o fim sempre justificará os meios.
O derramamento de lágrimas é um recurso de grande poder sensitivo e emocional para obscurecer a critica racional.
A história da humanidade vem sendo redigida com lágrimas e sangue.
Se a maioria das lágrimas fossem verdadeiras, muito menos sangue inocente teria sido derramado.
Outrossim, em se tratando em sangue derramado, é interessante observar, que na tragédia da vermelha coloração se misturam a seiva do inocente, do ingênuo, do salvo, do criminoso, do culpado, e do condenado.
Na falta da capacidade de diferenciação, a impunidade humana continua, como um resultado fatídico da indiferença dos deuses antropomórficos e antropopáticos.
Áfiar, o bardo.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Amor ao próximo.

13.04.2017.
Pensamento do dia.
Amar uns aos outros não é um ensinamento exclusivo de Jesus. 
O Messias, apenas, relembrou o que havia sido ensinado por outros educadores.
Mas é impossível amar os outros sem julgar o merecimento alheio, e sem julgar a própria capacidade de faze-lo.
Jesus, em termos dos íntimos recursos humanos de cultivar o amor incondicional, ignorou os princípios mais básicos da reciprocidade.
Francisco Xavier segue o caminho do Nazareno, sem uma análise atualizante.
O amor sem crítica racional é uma expressão exacerbada do emocional, com consequências previsíveis de desequilíbrio psicológico.
Como poder-se-ia amar, por exemplo, um pedófilo, um estuprador, um torturador?
Esse empasse é sempre respondido como a resultante da ausência da fé.
A fantasia do amor incondicional, sustentado pela fé, é o sistemático comportamento emocional, político-religioso dos dominadores sobre as sociedades condicionadas a terem medo da liberdade do poder do pensamento racional.
O axioma do amor ao próximo é tão distante da realidade que nunca se deixou de se cometer tantas atrocidades, e nunca se derramou tanto sangue e lágrimas, no decorrer da história da humanidade, em nome de um sentimento, só aparentemente, salvador.
Diante desse empasse pergunta-se: qual a solução?
Não há uma solução mágica.
O ser humano é uma fera insaciável, que luta para domar a si mesmo, usando, ainda, o único instrumento conhecido, e disponível, a dor.
Yaacov, o sefardita

domingo, 9 de abril de 2017

Quando o ego ignora o nós.

09.04.2017.
Pensamento do Dia.
Para que pudesse sobreviver, aquele personagem idiossincrático, recorreu a mentira. 
Em um mundo de mascarados, mentir é um ato de inteligência.
E continua mentindo, mesmo durante, e após, o pronunciamento.
As únicas paragens onde a mentira é minoritária é nas regiões aonde atuam os Médicos sem Fronteiras.
Nesses espaços a mentira é vencida pela miséria absoluta, pela desumanização social, e pela morte de misericórdia e da empatia.
Os Médicos sem Fronteiras não tem tempo de pensar em suicídios porque a guerra, entre outras, contra a mortalidade infantil, é uma somatória cotidiana de batalhas perdidas.
O homem ao criar "deus" à sua própria imagem e semelhança, criou uma plêiade de anjos intermediários incapazes dos milagres realizados pelos Médicos sem Fronteiras, porque estes são possuídos da ousadia dos canalhas..
Yaacov, o sefardita.

terça-feira, 14 de março de 2017

A fantasia da liberdade

14.03.2017
Diversos conhecidos perguntaram que opinião teria quanto ao episódio recente envolvendo o historiador Leandro Carnal.
Leandro Carnal é uma figura pública, tendo admiradores, opositores, neutros, e indiferentes.
Não tenho uma importância, e muito menos uma cultura, comparável com aquele exposto professor, e as pessoas, que me indagam, o fazem como uma provocação porque sou um admirador das análises, exposições, conclusões e ensinamentos históricos de Leandro Carnal.
Se de fato, Leandro Carnal, é adepto do Petismo, não será este o único intelectual a se-lo.
Admiro, exclusivamente, sua atuação como historiador.
Quanto a ser adepto do Petismo, só posso dizer que cada um tem o direito de ter as suas idiossincrasias.
O exposto professor afirma, sistematicamente, estar imune à admiradores e opositores, porém, suas reações narcisistas demonstram o contrário.
Eu, também, sou narcisista: amo meus admiradores, e odeio meus opositores, neutros, e indiferentes.
A diferença entre eu, um inédito, e o exposto professor, é que demonstro meu narcisismo e minhas idiossincrasias de forma indubitável.
Sou um opositor radical do Petismo, e, os que me conhecem sabem dos meus motivos.
A partir de momento em que uma personalidade pública, como o professor Leandro Carnal, tenha uma conduta que parece ser uma justificativa e um retratamento perante o possível desagrado causado aos dirigentes de um partido político, e seja qual for essa agremiação partidária, toda retórica proferida em favor da liberdade pessoal, irrestrita da palavra proferida e do comportamento social, é uma fantasia da liberdade.
Inegavelmente, Leandro Carnal, é um professor singular, entretanto, começo a duvidar se mestre acredita nas suas próprias palavras, ou se deixa seduzir pelas palavras de um populismo canhestro de um apedeuta corrupto que, ele, contribuiu para chegar a ser presidente desta desgraçada República.
Espero ter respondido à contento aos meus indagadores.
Jáagora, o peregrino.