sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Resposta à uma mulher vítima de agressão masculina.

As flores, como seres sensitivos, são focos de grande energia positiva, geradora de cores e aromas. Em muitas oportunidades, as flora são empregadas em ornamentos de beleza, enfeitando a vida e a morte. Em situações de exaltação, é comum se oferecer um ramalhete de rosas brancas, o qual é um foco de energia propulsiva de alta pureza. Ofereça ao homem, agressor de mulheres, em homenagem, um ramalhete de 14 rosas brancas, com espinhos, depositadas sobre a lápide de um túmulo abandonado. Ao entrar e sair do necrotério peça, com todo respeito, ao senhor Exú João Caveira e a senhora Pombagira Rosa Caveira, guardiões do campo santo, a permissão para trânsito. Com a mais violenta e sincera emoção de justiça, ofereça as rosas brancas, com espinhos, em homenagem à maldade do agressor, visualizando sua imagem odiosa e mencionando-lhe o maldito nome. Visualize, com riqueza de detalhes, um dos momentos mais conflituosos, em que vosmecê foi agredida, e, com renovado ímpeto, ressinta o ódio contra o agressor. Com delicadeza, toque com os dedos da mão esquerda. cada uma das 14 rosas brancas, com espinhos, dizendo algo assim: "Fulano de Tal (nome completo do agressor), maldito por duas vezes sete, em nome de Lúcifer, o Senhor da Luz, homenageio tuas pessoais energias profanas e viciosas com as energias sagradas e virtuosas destas 14 rosas brancas, e com todos os seus espinhos". Quando o agressor receber, em seu corpo psíquico de energias negativas, as ondas de energias positivas das rosas brancas, e seus espinhos, o mesmo será atingido por um desastrante curto-circuito emocional, com consequências físicas imponderáveis. Ao tomar conhecimento do acontecido não tenha piedade, não tenha remorso, tenha uma exultante emoção de justiça feita. Gentil senhora, estaremos realizando magia negra do mais alto nível.
Jáagora, o peregrino.

Eu na Magia do Caos.

A quem possa interessar. Chegar à conclusão de que, após o pedido, é realmente necessário esquecer o servidor, é um posicionamento pessoal, dogmático e determinante, não abrangido pela liberdade temática da Magia do Caos. Exclusivamente eu, não faço pedidos, faço, isto sim, determinações e comandos, pois os servidores foram criados só para obedecer. Minhas determinações e comandos são lembrados e cobrados, e quando as tarefas não são cumpridas, nos tempos estabelecidos, os servidores são sumariamente dissolvidos. Quanto aos servidores produtivos, todos serão dissolvidos na data final constante do contrato de vigência. Nenhum servidor permanecerá disponível, rigorosamente, além de 180 dias. Todos os servidores criados, por mim, estão cronológica e minuciosamente registrados no meu Livro das Sombras. Todos os servidores produtivos, registrados, são recriados tantas vezes quanto necessário. Um servidor produtivo, ao deixar de se-lo, será dissolvido em definitivo. Não faço uso de servidores astrais públicos ou coletivos, e nem disponibilizo os servidores de minha criação. Alimento meus servidores apenas com substâncias extraídas dos cinco elementos do pentagrama. Nada altares, velas, incensos, comidas, orações, objetos consagrados, imagens devocionais, e agradecimentos de qualquer natureza. Todo servidor é o meu próprio poder pessoal, meditado, visualizado, energizado, e personalizado através da gnose, isto é, através do meu estado alterado de consciência, resultante da prática diária da meditação transcendental. Este meu comportamento esotérico não é exemplo definitivo para ninguém, porque sou apenas mais um dos menores, e estou sempre aberto a todos os ensinamentos, virtuosos e viciosos, que possa apreender, aprender, compreender, experimentar e introjetar.
Jáagora, o peregrino.

A Amarração Amorosa.

As amarrações amorosas são praticáveis em todos os segmentos esotéricos. Esse tipo de feitiçaria é uma interferência brutal na liberdade de escolha alheia. Uma das consequências mais aviltantes da amarração amorosa é a relação sexual. O paceiro, vítima da amarração, está sendo induzido a um ato sexual que, se respeitada fosse sua vontade, não o faria. Uma relação sexual em tais circunstâncias é, em última análise, o crime continuado de estupro.
O convívio resultante de uma amarração amorosa está inevitavelmente exposto a uma brevidade assustadora de desgaste. Quando da amarração, o mandante sempre está seduzido pelas supostas qualidades superlativas da vítima. Com o passar do tempo, o elementos e componentes da imposição emocional adulteram a alteridade espontânea do parceiro apenso, o qual, inconscientemente, passa a adquirir específicas idiossincrasias de frustração psíquica. O mandante se exaspera porque as qualidades sedutoras do companheiro se transformaram progressivamente em deformidades comportamentais insuportáveis. Sobrevém a separação. Entretanto, a sobrevivência que se deixou de usufruir, no tempo em que a magia atuou contra um inocente, é irrecuperável.
A causa e o efeito são os dois lados da mesma moeda. O prejuízo e a compensação formam o fio da navalha.
Em outra oportunidade, aleatória, falaremos dos filhos de casais amarrados.
Jáagora, o peregrino.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

O que é o amor.

01.11.2019.
Pensamento do Dia.
O amor vem sendo glorificado desde sempre, e, mesmo assim, as demonstrações do verdadeiro amor continuam diminutas em todas as gerações. Mas, o que é o verdadeiro amor? Cada ser humano, em sua alteridade, é um universo de sentimentos conflitantes e contraditórios. O amor é identificado com tantas emoções heterogêneas que recorremos a critica racional para tentar construir uma definição equânime. Particularmente, descobri, com muito sofrimento, que o amor é infinito, perene, atemporal, e ocupa e desocupa todos os espaços. Quando me recordo, com ódio, de um amor acabado, é porque ainda estou amando com a mesma intensidade da recordação. O amor só pode ser esquecido com a indiferença, desde que esta não seja a máscara do inconformismo. Certa vez, me apaixonei por uma mulher de singular beleza física e ética, e não tinha, na época, como usufruir desse sentimento. Justifiquei, à mulher amada, que a partir de então, era inevitável minhas reações, de carinho, preocupação e afeto, ditadas por um amor numinoso, desprovido de interesses mesquinhos. Fui compreendido, e essa situação, de recorrente amizade, permaneceu por três anos. Hoje, por vinte quatro anos, essa mulher leva meu nome e é mãe de nossa querida filha. Tudo aconteceu por um amor sustentado pela honra. Este amor que me faz ser jovem, com vistas para o futuro infinito, alimenta os imortais amores que permanecem vivos na minha saudade. Fernando Pessoa é o maior teólogo do amor: "Navegar é preciso, o amor não é preciso".
Jáagora, o peregrino.

Umbanda, Candomblé, Magia do Caos.

Pensamento do Dia.
De acordo com o entendimento que uma grande gama de adeptos demonstra ter das religiões afro-brasileiras, as mesmas poderiam ser abrangidas pela Magia do Caos. Levando-se em apreço a profundidade das crenças, do magista, deveria ser possível esse paralelismo. Todavia, no Candomblé, como na Umbanda, inexiste o magista. No Candomblé, onde não há incorporação em médiuns, os adeptos sensoriais, que recebem as imanações das Divindades, são, exclusivamente, filhos dos Orixás através das predestinações reencarnatórias, reveladas pelo jogo de búzios, e confirmadas pelas feituras de cabeça, após os recolhimentos nas camarinhas. No Candomblé, tudo é definido pela leitura do jogo de búzios, exposto pelo Orixá Orumilá, e determinado, conduzido, e vigiado pelo Orixá Exú. Dentro da teologia candomblecista não há espaço para a prática da Magia do Caos. Os Orixás, personificações das energias potenciais da natureza, não podem ser transformadas em servidores astrais, individuais ou públicos, porque, os mesmos, são cultuados como Divindades absolutas e determinantes da conduta e comportamento de seus filhos. O Candomblé não é uma escola formadora de magistas. O Candomblé é, ele próprio uma fantástica magia natural que prove e protege seus adeptos. A Umbanda, que não é uma religião afro brasileira, foi criada em 16 de novembro de 1918, no distrito de São Gonçalo, no estado do Rio de Janeiro, pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, através de seu primeiro médium Zélio Fernandino de Morais, teve, no decorrer desses cento e hum anos, diversos segmentos, os quais mantiveram intacta sua teologia original de servir para a caridade irrestrita e incondicional à todos os necessitados físicos, espirituais, emocionais, e psíquicos. Seus fieis são médiuns de incorporação. Suas entidades são caboclos, caboclas, pretos e pretas velhos, crianças, e outros componentes. Os Orixás da Umbanda, em número menor, são diferentes do Candomblé, e os exús não são divindades. A Umbanda, também, não forma magistas, e seus médiuns são voluntários colaboradores na prestação da caridade, não sendo possível transformar as entidades em servidores astrais, individuais e coletivos, disponibilizados para interesses exclusivos. Portanto, dentro de minha ótica, fundamentada em cinquenta anos de lida, as teologias, tanto do Candomblé como da Umbanda, são incompatíveis com as normas da Magia do Caos. Querendo um magista do caos adequar as divindades e entidades candomblecistas e umbandistas ao servilismo da Magia do Caos, precisaria ser iniciado nos mistérios de ambos os segmentos, quando, então, verificaria a grandeza da incompatibilidade, e dos riscos, desastrantes, em querer utilizar e confinar forças energéticas numinosas, com vida própria e independentes, aos interesses e às vontades menores dos seres humanos. Todavia, meu conhecimento e empirismo podem estar superados, diante de observações, demonstrações, experiências, e ensinamentos filosóficos, teológicos, imanentes, e transcendentes desvinculados do egocentrismo dominante, do momento atual.
Jáagora, o peregrino.

domingo, 13 de outubro de 2019

A Ayahuasca.

Pensamento do Dia.
Ayahuasca, é um assunto vasto, complexo, e polêmico, e o facebook é um espaço limitado para uma abordagem científica.
A Ayahuasca é uma planta enteógena. Enteógeno é uma substância alteradora da consciência. O uso de plantas para alteração da consciência é uma realidade mundial e milenar. O vinho e tabaco já foram usados em cultos religiosos. Os sacerdores védicos, da Antiga Índia, usavam o Soma, uma bebida alucinógena; os druidas, sacerdotes celtas, usavam o Chedra, a poção da coragem. Entre as plantas, também, temos Jurema, Cannabis, Yopo, Pelote e Ololíuqui; entre os fungos, Psilocybe e Amanita. A ordem Sufi Fatimiya consome ayahuasca; O Grande Aiatolá Rhahi permitiu o uso de enteógenos sob a supervisão de especialistas, Rudolf Steiner, fundador da antroposofia, argumentou que o uso de plantas xamânicas era uma forma de clarividência atávica; Samuel Aun Weor, fundador da Igreja Gnóstica Cristão Universal, determinou regras específicas para o uso de enteógenos.
O contraditório é imenso, principalmente, nas religiões monoteístas adâmicas, e nos meios neuropsicológicos e psiquiátricos, científicos e acadêmicos.
Os enteógenos são viciantes.
O uso desses alteradores da consciência, por quaisquer que sejam as justificativas, é uma decisão de cunho estritamente pessoal, e em todas circunstâncias tem consequências emocionais que precisam ser avaliadas com crítica racional. Eu, mesmo, como xamã citadino, por conceitos metafísicos mui pessoais, não uso alucinógenos, porque recorro à alternativa de entrar em estado alterado de consciência, através da meditação conduzida, a gnose.
Entretanto, já testemunhei muitas situações satisfatórias para as quais o uso de enteógenos foi contribuinte, como, também, atendi muitas pessoas com desequilíbrios emocionais causados pela condução inadequada ao estado de alteração da consciência por meio de recursos artificiais e estranhos à fisiologia física e psíquica do ser humano.
Jáagora, o peregrino.

Magia do Caos: Fácil de Aprender, Difícil de Dominar

Pensamento do Dia.
Texto de autoria de Roberto Chagas, detentor de todos os direitos, méritos, e citações, do qual fazemos uma paráfrase e uma condensação.
Nada sintetiza melhor o aprendizado da Magia do Caos do que o aforisma “easy to learn and hard to master”, que, em tradução livre, significa “fácil de aprender, difícil de dominar”.
Saliento que este texto reflete minha experiência e opinião pessoais. Portanto, a experiência de outras pessoas podem ser diferentes, e não há nada de errado nisso.
A Popularização da Magia do Caos.
Nos últimos tempos tem havido um crescimento no interesse por ocultismo e magia, e, em especial, pela prática da Magia do Caos. O número de livros publicados, grupos na internet, edições em PDFs, e posts tem sido de uma grandeza imprevisível.
Toda essa exposição tem gerado praticantes dos mais diversos níveis e crenças, pois a abordagem básica (intento + sigilo + masturbação = resultado) caiu no gosto popular. Parece fácil obter resultados, e os mais buscados são sexo, dinheiro, vingança, conseguir emprego, e passar em concurso público. Não há aqui nenhuma crítica. Querer qualquer dessas coisas não é certo nem errado, e depende apenas de crença pessoal, e de que se busca com magia.
Essa suposta facilidade atraiu uma legião de adeptos que não entendeu o âmago da questão, e trata o servidor coletivo como “senhor fulano, obrigado pelas bençãos, oferendas, orações, etc”. Trocou-se a crença, mas manteve-se os dogmas.
A Magia do Caos não se limita, e nem deve se limitar, à essa abordagem.
Uma leitura no índice do Liber Null e Psiconauta já esclareceria isso. Entre os temas estão gnose, invocação, evocação, augoiedes, feitiçaria, alfabeto do desejo, e tudo mais. Caso contrário, três curtos capítulos sobre sigilo, gnose, e servidores coletivos se resumiriam a “acenda uma vela e faça seu pedido”.
Nos tempos da Golden Dawn.
No fim do século XIX, tivemos um grande expoente esotérico chamado Golden Dawn, que sintetizou a maior parte do conhecimento oculto e magístico de sua época, emergindo grandes adeptos, os quais, depois de muito estudo e prática, após o fim da Ordem, no começo do século XX, originaram diferentes segmentos da magia. Algumas mais ligadas à tradição, e outras mais de vanguarda. Entre esses adeptos tivemos MacGregor Mathers, tradutor da Clavícula de Salomão, Dion Fortune, com seus clássicos, Autodefesa Psíquica e A Cabala Mística, Aleister Crowley, o criador da Thelema, e, Austin Osman Spare, criador das bases do que hoje conhecemos como Magia do Caos. Esses mencionados adeptos, e outros não citados, tiveram em comum muito estudo e prática para fundamentar suas próprias interpretações da magia.
Tão somente, fazer sigilos energizados sexualmente, e usar servidores coletivos de pessoas consideradas confiáveis, são práticas mágicas aceitáveis, mas apenas isso é muito limitante, pois a Magia do Caos tem muito mais para oferecer.
Quantas vezes você praticou a Magia do Caos para iluminação, para metamorfose, para mudar um hábito incômodo?
Os maiores resultados que você pode obter com a Magia do Caos são sobre você mesmo, sobre sua própria percepção do mundo, e sobre sua realidade.
Diferentes Abordagens Para um Mesmo Problema.
Analise a hipotética situação de se estar desempregado e desejar um emprego.
Solução fácil:
- Fazer um sigilo para obter o emprego;
- acender uma vela para o servidor abc.
Solução interessante:
- Fazer uma divinação através do oráculo preferido, e indagar:
- Precisa ser resolvido com magia? Quais os resultados possíveis? A vaga existe, específica para minhas pretensões (trabalhe pelo possível)? Quais minhas características pessoais para obter a vaga?
Faça um sigilo para obter uma vaga específica ou semelhante; faça um encantamento para que tenha autoconfiança , e seja comunicativo, ou faça a invocação de um arquétipo que tenha essas mesmas características; use as cores da magia.
Verifique que as ferramentas são praticamente as mesmas, mas a abordagem é diferente.
Diga à você mesmo, qual dessas abordagens acredita que terá maior possibilidade de resultado positivo.
Roberto Chagas estuda e pratica magia há seis anos, e há dois descobriu uma grande afinidade com a Magia do Caos.
Jáagora, o peregrino.