08.02.2016.
Como xamã citadino leio diversas modalidades de oráculos.
É normal a leitura ocultando os símbolos, em um processo aleatório de surgimento de imagens que devem ser interpretadas tendo como referência a viabilidade dos objetivos do consulente.
Substitui a prática tradicional por um método moderno em que, do oráculo preferido, a descoberto, o consulente escolhe um conjunto determinado de símbolos que, em princípio, deverá estar relacionado com a previsão da realização de desejos.
Esta leitura de oráculo, através de símbolos previamente escolhidos pelo consulente, tem como estrutura a Psicologia da Gestalt.
É da Psicologia da Gestalt ou Psicologia da Forma que se tratará, com brevidade, neste ensaio.
Precursor: Cristian von Ehrenfels - 1856 à 1932 - filósofo austríaco.
Fundadores: Max Wertheimer - 1880 à 1943.
Kurt Koffka - 1886 à 1941.
Wolfgang Kohler - 1887 à 1967.
Kurt Lewin - 1890 à 1947.
Gestalt é uma palavra alemã que significa: uma entidade concreta, individual e característica, que existe como algo destacado, e que tem a forma como um dos seus atributos.
Os gestaltistas iniciaram seus estudos pela percepção e pela sensação do movimento; estavam interessados em compreender os processos psicológicos envolvidos na ilusão de ótica, quando um estímulo físico é percebido, pelo sujeito, de uma maneira diferente da realidade.
A percepção está entre o estímulo físico, que o meio ambiente fornece, e a resposta que o sujeito emite; o que o sujeito percebe, e como percebe, são dados básicos para a compreensão do comportamento humano, o qual, é estudado em seu aspecto global, considerando as condições que alteram a percepção do estímulo.
A percepção do estímulo físico ocorre através da forma como é interpretado o conteúdo percebido; se nos elementos percebidos não houver equilíbrio, simetria, perspectiva, não será alcançada, de imediato, uma percepção lógica.
O meio comportamental é a resultante da interação do sujeito com o meio físico, e envolve a interpretação desse meio através da percepção; trata-se de uma realidade subjetiva, particular, criada pela mente humana.
A Gestalt é uma parte da psicologia experimental, que estuda como o cérebro humano percebe as formas.
O cérebro humano não percebe uma composição visual decomposta em partes isoladas, percebe relações; percebe um todo formado pelas relações das partes integradas, interagias, e interdependentes, somadas entre si; o todo é mais importante do que a soma das partes.
O processo da interpretação de uma figura esta relacionada com forças externas e forças internas.
As forças externas são vindas da luz da própria figura refletida na retina.
As forças internas estão relacionadas com o processo fisiológico do cérebro humano; a partir da estimulação causada pelas forças externas, o sistema nervoso central organiza a figura de modo coerente e unificado.
A Psicologia da Gestalt conceitua, em princípio, que o cérebro humano tem a capacidade neural intuitiva de associação mental de ideias com as figuras referenciais, já percebidas no passado, e pré-existentes na memória humana inconsciente.
A regulação do cérebro humano é espontânea e incontrolável.
A Psicologia da Gestalt tem nove leis estruturais: 1-Semelhança, 2-Proximidade, 3-Continuidade, 4-Pregnância, 5-Fechamento, 6-Segregação, 7-Unificação, 8-Unidade, 9-Figura/Fundo.
1-Semelhança: através da percepção visual, o cérebro humano tem a capacidade de agrupar, em conjuntos coesos de unidades, os elementos qualificados como semelhantes por causa da semelhança de condições ambientais, cor, brilho, sombra, tamanho, forma, etc.
O cérebro humano percebe, prioritariamente, colunas de quadrados e colunas da círculos, e não linhas de quadrados e círculos alternados. (vide figura abaixo)
2-Proximidade: através da percepção visual, o cérebro humano tem a capacidade de agrupar, em conjuntos coesos de unidades, os elementos qualificados como os mais próximos uns dos outros, em um espaço específico.
O cérebro humano percebe, prioritariamente, quatro conjuntos unitários de círculos, e não dezesseis círculos. (vide figura abaixo)
3-Continuidade: através da percepção visual, o cérebro humano tem a capacidade de seguir um suposto rumo, para manter a conexão dos elementos que parecem contínuos e dispostos em uma sequência, aparentemente, lógica, diante da repetição ordenada dos elementos. (vide figura abaixo)
4-Pregnância:
-pregnância, do alemão pragnanz, significa simplicidade;
-pregnância é a mais importante, e a menos sintética das leis da Gestalt;
-pregnância é a somatória de todas as leis da Gestalt;
-pregnância é a qualidade primária que uma imagem precisa ter para que possa estimular a percepção visual;
-pregnância, em termos de qualidade primária, abrange duas formas de imagem: a com alta pregnância, e a com baixa pregnância;
-alta pregnância é a rapidez, a facilidade, e a simplicidade da leitura, da compreensão, da identificação, da nitidez, e da interpretação da ordem, da simetria, da perspectiva, do equilíbrio, da harmonia, do fundo liso, e do contraste, com que a imagem estimula o imediatismo da percepção visual, e o imediatismo da recepção pelo cérebro humano; (vide figura abaixo)
-baixa pregnância é aquela em que a profusão e a confusão da imagem dificultam o imediatismo da percepção visual, e o imediatismo da recepção pelo cérebro humano; (vide figura abaixo)
-na baixa pregnância, o cérebro humano, através do recurso mental da simplificação natural da percepção visual, seleciona e decompõe a imagem nos seus atributos de entendimento mais fácil e imediato.
5-Fechamento: através da percepção visual, o cérebro humano tem a capacidade de perceber figuras subjetivas e delimitadas, surgidas em consequência do agrupamento dos elementos que aparecem em uma disposição lógica, de acordo com a figura pré-existente na memória humana inconsciente. (vide figura abaixo)
6-Segregação: através da percepção visual, o cérebro humano tem a capacidade de selecionar e separar, do interior total ou parcial de uma imagem, uma ou mais figuras, destacadas por critérios específicos de condições ambientais, cor, brilho, sombra, tamanho, forma, etc. (vide figura abaixo)
7-Unificação:
-a lei da unificação conceitua que uma figura, aparentemente, fragmentada poderá ser restaurada pelo cérebro humano, através da capacidade neural intuitiva de associação mental de ideias com a figura referencial pré-existente na memória humana inconsciente, quando os espaços vazios poderão ser preenchidos, restaurando mentalmente a figura fragmentada. (vide figura abaixo)
8-Unidade:
-através da percepção visual, o cérebro humano tem a capacidade de perceber a unidade visual simples de uma figura, completa em si mesma, construída com um único elemento;
-através da percepção visual, o cérebro humano tem a capacidade de perceber e unidade visual composta de uma figura construída por um conjunto lógico de vários elementos;
-a unidade pode ser definida pela cor, brilho, sombra, tamanho, forma, etc., isolados, ou relacionados entre si. (vide figura abaixo)
9-Figura/Fundo:
-a lei da figura/fundo ou a lei da dupla perspectiva conceitua que, através da percepção visual, o cérebro humano tem a capacidade neural intuitiva de associação mental de ideias com figuras referenciais pré-existentes na memória humana inconsciente para perceber e organizar, sobre uma mesma figura/fundo, duas perspectivas sucessivas, com sentido lógico;
-o cérebro humano organiza a percepção visual da figura/fundo em dois planos: no primeiro plano, a figura é percebida através de formas e contornos, e sempre à frente do fundo; no segundo plano, o fundo é percebido sem forma e sem contorno;
-dependendo da direção da perspectiva em que o cérebro humano organiza a percepção visual de uma única figura/fundo, alternativamente, a figura poderá ser percebida como fundo, e o fundo como figura, mas nunca simultâneos. (vide figura abaixo)
A produção, por quaisquer recursos, de todas as imagens, desta contemporaneidade, são estruturadas na Psicologia de Gestalt, inclusive a decifração de oráculos.
Áfiar, o bardo.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
O que e quem sou?
Se a evolução acontece com o crescimento do próprio fogo interior do indivíduo, dentro em breve essa criatura desaparecerá consumida pelas próprias labaredas, porque até o fogo interior precisa ser equilibrado para que não se transforme no incêndio íntimo do próprio fanatismo.
Conceituo que o crescimento interior é o reflexo do crescimento exterior.
Conceituo a inexistência da separação entre interior e exterior; ambos são integrados, interagidos, interdependentes.
No exterior temos o fogo, a água, a terra, o ar, e o quinto elemento, o plasma.
Os cinco elementos básicos da natureza cósmica abrange a ambos, o interior e o exterior.
Olhando o firmamento através do telescópio Hubble, indago aonde começa o interior, e, aonde termina o exterior.
Diante daquela grandeza numinosa, o que e quem sou eu, habitante de uma partícula quântica heteróclita, chamada Terra?
Tenho dois grandes amigos: "Todo Mundo e Ninguém", e ao perguntar-lhes o que e quem sou, Ninguém disse "nada" e Todo Mundo concordou.
Durma-se com um barulho desse.
Áfiar, o bardo.
Conceituo que o crescimento interior é o reflexo do crescimento exterior.
Conceituo a inexistência da separação entre interior e exterior; ambos são integrados, interagidos, interdependentes.
No exterior temos o fogo, a água, a terra, o ar, e o quinto elemento, o plasma.
Os cinco elementos básicos da natureza cósmica abrange a ambos, o interior e o exterior.
Olhando o firmamento através do telescópio Hubble, indago aonde começa o interior, e, aonde termina o exterior.
Diante daquela grandeza numinosa, o que e quem sou eu, habitante de uma partícula quântica heteróclita, chamada Terra?
Tenho dois grandes amigos: "Todo Mundo e Ninguém", e ao perguntar-lhes o que e quem sou, Ninguém disse "nada" e Todo Mundo concordou.
Durma-se com um barulho desse.
Áfiar, o bardo.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Falsos Profetas
Quem são os falsos profetas? O bispo Edir
Macedo é um falso profeta? O pregador R.R, Soares é um falso profeta? O
apóstolo Waldemiro é um falso profeta. O pregador Silas Malafia é um falso
profeta? Se esses homens de Deus são falsos profetas, quem tem autoridade para
qualifica-los como tal? Aonde encontrar um verdadeiro profeta? Quais as
insígnias do verdadeiro profeta? Como ninguém tem as respostas para as estas perguntas, eu continuo sendo o profeta de
mim mesmo. Prefiro percorrer parte do caminho da minha verdade, do que
percorrer todo um caminho de verdades alheias. Se a salvação em Jesus precisa
de intermediários, prefiro não ser salvo, para não ficar devendo a salvação à
alguém que não merece o meu respeito. Todavia, também, indago, ser salvo do
que, ou de quem? De ser íntimo amigo de Nietzsche, de Spinosa, de Rajneesh, de Martin Luther King,
de Johann Wolfgang von Goethe, do Nazareno Rabino da Galileia?
Áfiar, o bardo
domingo, 24 de janeiro de 2016
Maternidade
Ter ou não ter filhos, abortar ou não abortar, ser aborto pecado ou não
ser, são algumas bobagens que discutirei quando for reconhecido que a mulher é,
absolutamente, a única responsável pela forma como venha à usar o seu próprio
corpo físico, racional, sensitivo, emocional, psíquico, e espiritual. Tenho o
mais honesto e profundo respeito por um ser humano chamado mulher. Apaixonei-me
diversas vezes, e algumas vezes, por mais de uma mulher, ao mesmo tempo. Foi
injusto quando qualificaram-me de mulherengo, porque nunca menti para as
mulheres das minhas paixões. Quando apaixonado por duas, três, ou, talvez, até
quatro mulheres, simultâneo, todas eram conhecedoras e participantes daquelas
circunstâncias de integração apaixonante. É do mais condenável egoísmo a
instituição antinatural da monogamia, tanto masculina como feminina. e não
estou só nesta teoria filosófica, a começar por Cristian von Ehrenfels, um dos
fundadores e precursores da psicologia da Gestalt.
Áfiar, o bardo.
A Partida
porque minha mãe precisou partir, deveria ser eterna. A senhora sua Mãe partiu porque tinha cumprido o tempo da própria reencarnação, e como ela é eterna, voltou ao espaço Akashico para preparar-se à novas missões e reptos. Vosmecê julga que ela poderia ter ficado mais tempo para ensinar muita gente, mas, quanto tempo, que gente, quanta gente, e ensinar o que? Uma profunda meditação sobre as quatro perguntas acima revelará que os conhecimentos que aquela sábia Senhora transmitiu foram exclusivos para vosmecê, justificado pela responsabilidade maternal envolvida. Outrossim, uma profunda meditação sobre os ensinamentos que lhe foram ministrados pela veneranda Genitora, revelará que, os mesmos, foram integrais, e para serem praticados e ajustados à cada época de sua sempre presente vida. Sentir falta do colo e dos conselhos maternos é o reflexo de uma acomodação emocional adquirida por vosmecê, para justificar o medo do desafio de seguir os exemplos vivenciais daquela mulher forte, dinâmica, justa, amorosa, empática, sofredora, e silenciosa que foi a senhora sua Mãe. Lá no espaço etéreo aonde, agora, vive entre os devas, Mamãe esta aguardando de vosmecê, na razão direta da saudade filial, o assumo do legado para um novo colo e uma nova mestra devida, por vosmecê, aos seus descendentes mais imediatos. Até o próximo encontro no raio violeta na estrada do arco-íris.
Áfiar, o bardo.
Áfiar, o bardo.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Friedrich Wilheim Nietzsche e o Nazismo - Crônica Nietzsche n.001
O pensamento de Nietzsche, chamado, entre outros, de o "discurso filosófico da modernidade", teve inúmeros, diferentes, e contraditórios desdobramentos, desde sua morte, em 1900, até a segunda década deste século 21, e continua tendo, haja visto a presente abordagem.
Um desses segmentos, o mais intencionalmente pernicioso, foi a associação do pensamento nietzscheniano com o nazismo, apresentado como uma legitimação filosófica antecipada de um regime político totalitário.
Primeira conclusão histórica obstante.
A distância cronológica entre o período de vida de Nietzsche e a época da eclosão do movimento nazista.
Nietzsche, nascido em 1844, teve dois falecimentos: o físico, em 1900, aos 55 anos, e outro, em 1889, aos 44 anos, quando da perda completa de suas faculdades mentais.
De 1899 até 1939, data do efetivo começo da guerra expansionista da Alemanha nazista, decorreu meio século de sucessivos acontecimentos geopolíticos imprevisíveis.
Segunda conclusão histórica obstante.
Consequências da Primeira Grande Guerra.
A desencadeadora consequência da Primeira Grande Guerra, ocorrida de 28.07.1914 à 11.11.1918, foi o Tratado de Versalhes, assinado em 28.06.1919, e vigorado a partir de 10.01.1920.
Os encargos exacerbados para o cumprimento das cláusulas do tratado, por parte da vencida Alemanha, criou as condições de exaustão econômica, política, e social que provocaram o fim da República de Weimar e a ascensão de Adolf Hitler ao poder, como o líder máximo e convergente do nazismo alemão.
Terceira conclusão história obstante.
A diretriz ideológica do Nazismo.
O nazismo deve suas origens às influências diretas de dois pensadores políticos, nacionalistas, e populistas de centro-direita: o alemão Johann Gottlieb Fichte e o austríaco Georg Ritter von Schonerer.
O Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, tornado a única representação partidária nazista, ao ser fundado e reconhecido, em 1920, proclamou seu "Programa de 25 Pontos", essencialmente de extrema direita, tendo como objetivo político, social, e administrativo a não alternância de poder, o antiparlamentarismo, o pangermanismo, o racismo, o coletivismo, a eugenia, o antissemitismo/antijudaísmo, o anticomunismo, o totalitarismo, e a oposição radical ao liberalismo econômico e político.
Adolf Hitler, ao assumir o poder em 1933, denunciou o Tratado de Versalhes como uma conspiração judaico-comunista para subjugar a Alemanha, traída em uma guerra que lhe favorecia a vitória.
Treze anos após, os, então, governos, dos países signatários do Tratado de Versalhes, compreenderam, tardiamente, o erro cometido com os excessos do montante da dívida de guerra atribuída à Alemanha; entretanto, não tiveram as condições e nem a coragem necessárias para obrigar o cumprimento integral do tratado, até as últimas consequências, diante de um líder determinado e colérico como Adolf Hitler, que, naquele momento, vivia a sua maior glória pessoal, convergindo a indignação da injustiça imposta, e a esperança de reerguimento de todo um povo sofrido, desejoso de se ver, novamente, como uma nação forte, varonil, temida, e soberanamente germânica.
Quarta conclusão histórica obstante.
Elisabeth Forster-Nietzsche, irmã de Nietzsche.
Elisabeth, nascida em 1846, dois anos mais nova, foi muito apegada à Nietzsche até o seu casamento com Bernhard Forster, conhecido nacionalista e antissemita alemão, suicidado, no Paraguai, em 1889, aos 46 anos, no mesmo ano em que Nietzsche perdeu a razão.
Em 1893, Elisabeth retorna à Alemanha, encontrando seu irmão sob os cuidados de Franziska Oehler-Nietzsche, mãe de ambos.
Em 1894, Elisabeth, zelosa com preservação da originalidade do pensamento de Nietzsche, cria o "Arquivo Nietzsche", do qual foram expurgadas as referências do estudo da filosofia de Max Stirner, e as anotações da novela "Os Endemoniados", de Dostoyevski, de quem Nietzsche era declarado admirador; sendo esta a primeira intervenção danosa no acervo cultural de seu irmão.
Em 1897, ocorre o falecimento de Franziska Nietzsche.
De 1897 até 1900, data da morte de Nietzsche, Elisabeth será sua cuidadora física.
De 1897 até 1935, data da sua morte, Elisabeth será a curadora e a editora do acervo literário-filosófico do Arquivo Nietzsche.
A partir de 1914, Elisabeth, então, uma senhora com 68 anos de idade, enfrentará, com todos os demais povos das nações envolvidas no conflito, as desgraças e as misérias da Primeira Grande Guerra.
A partir de 1920, Elisabeth, então, uma idosa com 74 anos de idade, enfrentará, junto com todo povo alemão, durante o governo da Repúblida de Weimar, todas as desgraças, misérias, humilhações, e injustiças impostas à Alemanha vencida, pelo Tratado de Versalhes.
Em 1930, diante da formidável campanha política, para a tomada do poder, abrangendo virulentas acusações infundadas de supostas traições da oligarquia da República de Weimar, e do segmento da minoria do povo alemão de miscigenação judaica, Elisabeth, tanto nacionalista como antissemita, seduzida pelas promessas da hegemonia alemã, proclamadas por Adolf Hitler, aos 84 anos de idade, achando ter tido justificadas razões em defesa de sua própria sobrevivência, se tornou seguidora do Partido Nazista.
Em 1933, quando Adolf Hitler assumiu o poder, Elisabeth, então, com 87 anos de idade, recebeu, do Partido Nazista, considerável apoio econômico e publicitário para que determinadas obras do Arquivo Nietzsche, de interesse do novo governo, fossem divulgadas, por todo o país, o que prejudicou, sobre maneira, a imagem do filósofo, bem como e entendimento do verdadeiro determinismo da filosofia nietzscheniana, junto aos opositores e inimigos do nazismo, durante e depois do fim do regime hitlerista, tanto na Alemanha, como no resto do mundo.
Elisabeth foi uma competente curadora e editora do legado filosófico de Nietzsche, mas não teve escrúpulos em especular os remanescentes manuscritos inéditos de seu irmão, para a edição póstuma do livro intitulado "A Vontade de Poder", no qual foram inseridas questionáveis e repulsivas interpretações teóricas tendenciosas à legitimação filosófica da doutrina política racial do germanismo nazista, e a solução definitiva da limpeza étnica do segmento da minoria do povo alemão de miscigenação judaica, adotadas por Adolf Hitler.
Quinta conclusão história obstante.
A reintegração de Nietzsche
Em 1954, nove anos após o fim da Segunda Grande Guerra, e superada a censura intolerante das autoridades soviéticas, surgiram as primeiras condições mínimas necessárias para que pensadores, de diversas origens e formações, comprometidos com a verdade, pudessem iniciar estudos comparativos das obras e manuscritos originais do Arquivo Nietzsche, cujo resultado foi a denuncia da falaciosa apropriação intelectual feita pelo regime nazista, e a reintegração da verdadeira figura humana, e do autêntico pensamento filosófico de Nietzsche.
Dentre os vários filósofos, que iniciaram a restauração das obras e da imagem de Nietzsche, citamos Gabriel Marcel, Maurice de Gandillac, Giorgio Colli, e, principalmente Mazzimo Montinari, que acusou, diretamente, a impropriedade do livro "A Vontade de Poder", cujos manuscritos que compuseram a obra foram escolhidos e adulterados pela irmã Elisabeht Forster-Nietzsche, com a participação de Johan Peter Gast, amigo íntimo, e traidor póstumo do pensamento do filósofo.
Peroração
A obra de Nietzsche sobreviveu à todas adversidades atraídas pela genialidade única de sua crítica veemente ao estado racional de submissão filosófica e teológica em que se encontrava a sociedade ocidental até o momento contemporâneo da sua consciência.
Todavia, por mais impactante que possa ser, a obra de Nietzsche perdura até agora, nesta época transitória, das mídias globais informatizadas pela internet, porque a crítica do seu pensamento filosófico é de uma fantástica atualidade.
Tudo evolui, inclusive a crise, o conflito, o contraditório, o desejo, o medo, o castigo, a miséria, e a frustração, física, racional, sensitiva, emocional, psíquica e espiritual, do homem eternamente moderno.
Cortijo, Roberto, o Ir.'.
Um desses segmentos, o mais intencionalmente pernicioso, foi a associação do pensamento nietzscheniano com o nazismo, apresentado como uma legitimação filosófica antecipada de um regime político totalitário.
Primeira conclusão histórica obstante.
A distância cronológica entre o período de vida de Nietzsche e a época da eclosão do movimento nazista.
Nietzsche, nascido em 1844, teve dois falecimentos: o físico, em 1900, aos 55 anos, e outro, em 1889, aos 44 anos, quando da perda completa de suas faculdades mentais.
De 1899 até 1939, data do efetivo começo da guerra expansionista da Alemanha nazista, decorreu meio século de sucessivos acontecimentos geopolíticos imprevisíveis.
Segunda conclusão histórica obstante.
Consequências da Primeira Grande Guerra.
A desencadeadora consequência da Primeira Grande Guerra, ocorrida de 28.07.1914 à 11.11.1918, foi o Tratado de Versalhes, assinado em 28.06.1919, e vigorado a partir de 10.01.1920.
Os encargos exacerbados para o cumprimento das cláusulas do tratado, por parte da vencida Alemanha, criou as condições de exaustão econômica, política, e social que provocaram o fim da República de Weimar e a ascensão de Adolf Hitler ao poder, como o líder máximo e convergente do nazismo alemão.
Terceira conclusão história obstante.
A diretriz ideológica do Nazismo.
O nazismo deve suas origens às influências diretas de dois pensadores políticos, nacionalistas, e populistas de centro-direita: o alemão Johann Gottlieb Fichte e o austríaco Georg Ritter von Schonerer.
O Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, tornado a única representação partidária nazista, ao ser fundado e reconhecido, em 1920, proclamou seu "Programa de 25 Pontos", essencialmente de extrema direita, tendo como objetivo político, social, e administrativo a não alternância de poder, o antiparlamentarismo, o pangermanismo, o racismo, o coletivismo, a eugenia, o antissemitismo/antijudaísmo, o anticomunismo, o totalitarismo, e a oposição radical ao liberalismo econômico e político.
Adolf Hitler, ao assumir o poder em 1933, denunciou o Tratado de Versalhes como uma conspiração judaico-comunista para subjugar a Alemanha, traída em uma guerra que lhe favorecia a vitória.
Treze anos após, os, então, governos, dos países signatários do Tratado de Versalhes, compreenderam, tardiamente, o erro cometido com os excessos do montante da dívida de guerra atribuída à Alemanha; entretanto, não tiveram as condições e nem a coragem necessárias para obrigar o cumprimento integral do tratado, até as últimas consequências, diante de um líder determinado e colérico como Adolf Hitler, que, naquele momento, vivia a sua maior glória pessoal, convergindo a indignação da injustiça imposta, e a esperança de reerguimento de todo um povo sofrido, desejoso de se ver, novamente, como uma nação forte, varonil, temida, e soberanamente germânica.
Quarta conclusão histórica obstante.
Elisabeth Forster-Nietzsche, irmã de Nietzsche.
Elisabeth, nascida em 1846, dois anos mais nova, foi muito apegada à Nietzsche até o seu casamento com Bernhard Forster, conhecido nacionalista e antissemita alemão, suicidado, no Paraguai, em 1889, aos 46 anos, no mesmo ano em que Nietzsche perdeu a razão.
Em 1893, Elisabeth retorna à Alemanha, encontrando seu irmão sob os cuidados de Franziska Oehler-Nietzsche, mãe de ambos.
Em 1894, Elisabeth, zelosa com preservação da originalidade do pensamento de Nietzsche, cria o "Arquivo Nietzsche", do qual foram expurgadas as referências do estudo da filosofia de Max Stirner, e as anotações da novela "Os Endemoniados", de Dostoyevski, de quem Nietzsche era declarado admirador; sendo esta a primeira intervenção danosa no acervo cultural de seu irmão.
Em 1897, ocorre o falecimento de Franziska Nietzsche.
De 1897 até 1900, data da morte de Nietzsche, Elisabeth será sua cuidadora física.
De 1897 até 1935, data da sua morte, Elisabeth será a curadora e a editora do acervo literário-filosófico do Arquivo Nietzsche.
A partir de 1914, Elisabeth, então, uma senhora com 68 anos de idade, enfrentará, com todos os demais povos das nações envolvidas no conflito, as desgraças e as misérias da Primeira Grande Guerra.
A partir de 1920, Elisabeth, então, uma idosa com 74 anos de idade, enfrentará, junto com todo povo alemão, durante o governo da Repúblida de Weimar, todas as desgraças, misérias, humilhações, e injustiças impostas à Alemanha vencida, pelo Tratado de Versalhes.
Em 1930, diante da formidável campanha política, para a tomada do poder, abrangendo virulentas acusações infundadas de supostas traições da oligarquia da República de Weimar, e do segmento da minoria do povo alemão de miscigenação judaica, Elisabeth, tanto nacionalista como antissemita, seduzida pelas promessas da hegemonia alemã, proclamadas por Adolf Hitler, aos 84 anos de idade, achando ter tido justificadas razões em defesa de sua própria sobrevivência, se tornou seguidora do Partido Nazista.
Em 1933, quando Adolf Hitler assumiu o poder, Elisabeth, então, com 87 anos de idade, recebeu, do Partido Nazista, considerável apoio econômico e publicitário para que determinadas obras do Arquivo Nietzsche, de interesse do novo governo, fossem divulgadas, por todo o país, o que prejudicou, sobre maneira, a imagem do filósofo, bem como e entendimento do verdadeiro determinismo da filosofia nietzscheniana, junto aos opositores e inimigos do nazismo, durante e depois do fim do regime hitlerista, tanto na Alemanha, como no resto do mundo.
Elisabeth foi uma competente curadora e editora do legado filosófico de Nietzsche, mas não teve escrúpulos em especular os remanescentes manuscritos inéditos de seu irmão, para a edição póstuma do livro intitulado "A Vontade de Poder", no qual foram inseridas questionáveis e repulsivas interpretações teóricas tendenciosas à legitimação filosófica da doutrina política racial do germanismo nazista, e a solução definitiva da limpeza étnica do segmento da minoria do povo alemão de miscigenação judaica, adotadas por Adolf Hitler.
Quinta conclusão história obstante.
A reintegração de Nietzsche
Em 1954, nove anos após o fim da Segunda Grande Guerra, e superada a censura intolerante das autoridades soviéticas, surgiram as primeiras condições mínimas necessárias para que pensadores, de diversas origens e formações, comprometidos com a verdade, pudessem iniciar estudos comparativos das obras e manuscritos originais do Arquivo Nietzsche, cujo resultado foi a denuncia da falaciosa apropriação intelectual feita pelo regime nazista, e a reintegração da verdadeira figura humana, e do autêntico pensamento filosófico de Nietzsche.
Dentre os vários filósofos, que iniciaram a restauração das obras e da imagem de Nietzsche, citamos Gabriel Marcel, Maurice de Gandillac, Giorgio Colli, e, principalmente Mazzimo Montinari, que acusou, diretamente, a impropriedade do livro "A Vontade de Poder", cujos manuscritos que compuseram a obra foram escolhidos e adulterados pela irmã Elisabeht Forster-Nietzsche, com a participação de Johan Peter Gast, amigo íntimo, e traidor póstumo do pensamento do filósofo.
Peroração
A obra de Nietzsche sobreviveu à todas adversidades atraídas pela genialidade única de sua crítica veemente ao estado racional de submissão filosófica e teológica em que se encontrava a sociedade ocidental até o momento contemporâneo da sua consciência.
Todavia, por mais impactante que possa ser, a obra de Nietzsche perdura até agora, nesta época transitória, das mídias globais informatizadas pela internet, porque a crítica do seu pensamento filosófico é de uma fantástica atualidade.
Tudo evolui, inclusive a crise, o conflito, o contraditório, o desejo, o medo, o castigo, a miséria, e a frustração, física, racional, sensitiva, emocional, psíquica e espiritual, do homem eternamente moderno.
Cortijo, Roberto, o Ir.'.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
A Amarração
Quando falamos de amarração, entendo fazer com que determinada pessoa fique ligada à mim contra sua própria vontade.
Se desejo alguém, que haja a reciprocidade da sua mais espontânea manifestação de afeto.
Na amarração sei que esse alguém foi subjugado porque é um fraco.
Não há mérito em se aproveitar de alguém que não tem recursos energéticos para defender suas mais íntimas decisões e preferências.
Se preciso recorrer à amarração é porque, também, sou um fraco, desprovido de qualidades e de idiossincrasias capazes de sedução.
Como diz uma citação mineira: "Sou de quem me quer".
Entretanto, há um aspecto na amarração que deve ser observado: a união compulsória acontecida por motivos cármicos.
Acontecimentos, críticos e conflitantes, de reencarnações passadas, que são projetadas para o presente, na busca do equilíbrio sensitivo e emocional.
Em um jogo de runas, confirmado pelo I Ching, desvendei a situação de um casal, mantido por amarração feita pelo marido, como reflexo inconsciente de uma vida passada, durante a qual, a esposa, então uma jovem de sentimentos controvertidos, abandonou o companheiro, à própria sorte, quando este fora acometido por uma enfermidade fatal, progressivamente degenerativa.
A amarração provocou uma vida de litígios cotidianos insuportáveis, até que eu fosse procurado, para através do xamanismo, tentar verificar os fatores metafísicos daquela infeliz união.
Com a permissão do marido, a talinga foi cortada, e a esposa, diante da revelação do passado, quis manter o casamento porque ela, realmente, amava o esposo.
Tudo na vida tem, as vezes, até mais de dois lados, o que nos aconselha a prudência, a paciência, a pesquisa, a imparcialidade, e, conforme a circunstância, alguma simpatia.
Se desejo alguém, que haja a reciprocidade da sua mais espontânea manifestação de afeto.
Na amarração sei que esse alguém foi subjugado porque é um fraco.
Não há mérito em se aproveitar de alguém que não tem recursos energéticos para defender suas mais íntimas decisões e preferências.
Se preciso recorrer à amarração é porque, também, sou um fraco, desprovido de qualidades e de idiossincrasias capazes de sedução.
Como diz uma citação mineira: "Sou de quem me quer".
Entretanto, há um aspecto na amarração que deve ser observado: a união compulsória acontecida por motivos cármicos.
Acontecimentos, críticos e conflitantes, de reencarnações passadas, que são projetadas para o presente, na busca do equilíbrio sensitivo e emocional.
Em um jogo de runas, confirmado pelo I Ching, desvendei a situação de um casal, mantido por amarração feita pelo marido, como reflexo inconsciente de uma vida passada, durante a qual, a esposa, então uma jovem de sentimentos controvertidos, abandonou o companheiro, à própria sorte, quando este fora acometido por uma enfermidade fatal, progressivamente degenerativa.
A amarração provocou uma vida de litígios cotidianos insuportáveis, até que eu fosse procurado, para através do xamanismo, tentar verificar os fatores metafísicos daquela infeliz união.
Com a permissão do marido, a talinga foi cortada, e a esposa, diante da revelação do passado, quis manter o casamento porque ela, realmente, amava o esposo.
Tudo na vida tem, as vezes, até mais de dois lados, o que nos aconselha a prudência, a paciência, a pesquisa, a imparcialidade, e, conforme a circunstância, alguma simpatia.
Áfiar, o bardo.
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